Aprovação de Lula volta a subir após crise econômica

Rio de Janeiro, 23 nov (EFE).- O índice de aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu em novembro para 78,9%, em comparação com o índice de 76,8% registrado em setembro, recuperando parte do que tinha perdido em relação a maio (81,5%) devido à crise econômica, segundo uma pesquisa divulgada hoje.

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A porcentagem de brasileiros que reprova o presidente caiu de 18,7% em setembro para 14,6% em novembro, segundo uma pesquisa do Instituto Sensus, encomendada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT).

O índice de aprovação do Governo Lula, por sua parte, subiu de 65,4% em setembro para 70% em novembro, com o qual voltou praticamente ao mesmo nível em que estava em maio (69,8%), segundo a pesquisa, que questionou 2 mil pessoas em 136 diferentes municípios entre 16 e 20 de novembro.

Do total dos indagados, 22,7% qualificaram o Governo como regular, abaixo dos 26,6% de setembro, e apenas 6,2% reprovou a Administração, também abaixo dos 7,2% de setembro.

Apesar da recuperação em novembro, os índices de aprovação tanto de Lula quanto de seu Governo ainda estão abaixo dos níveis recorde que alcançaram em janeiro deste ano (84% e 72,5%), quando eram inclusive superiores aos de janeiro de 2003, mês em que Lula assumiu seu primeiro mandato.

A popularidade de Lula caiu tanto em maio quanto em setembro como consequência dos efeitos da crise econômica global.

O presidente da CNT, Clesio Andrade, atribuiu a recuperação tanto à imagem pessoal de Lula quanto à de seu Governo à reação da economia após ter superado a crise econômica global.

"O bom desempenho da economia brasileira em um cenário internacional adverso tem um peso muito grande nessa recuperação da popularidade de Lula", segundo o presidente da CNT.

"Também houve uma melhora da imagem do país e as pessoas sentem que Lula ajudou a melhorar isso", disse Andrade.

Paralela à recuperação da imagem do Governo, a enquete do Insituto Sensus refletiu em novembro uma redução das intenções de voto para o atual governador do estado de São Paulo, José Serra.

Apesar de Serra continuar liderando a enquete de intenções de voto para as eleições presidenciais de outubro, caiu a diferença que tinha sobre a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, favorita de Lula para sucedê-lo como líder de Estado.

De acordo com a última pesquisa, Serra venceria as eleições de outubro com 31,8% dos votos, contra 21,7% de Dilma e 17,5% de Ciro Gomes.

"Há uma queda acentuada do favoritismo de Serra, de perto de 15 pontos percentuais em um ano. Essa queda obedece ao apoio do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a sua candidatura. Está claro que há uma rejeição ao ex-presidente", segundo Andrade.

Segundo o Sensus, 49,3% dos eleitores disseram que não votaria por um candidato apoiado por Fernado Henrique, enquanto 51,7% disseram poder votar por um candidato com o apoio de Lula. EFE cm/pd

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