Aprovação ao governo Lula fica em 81% e se mantém estável em setembro, mostra Ibope

A aprovação ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou estabilidade em setembro, ficando em 81% contra 80% em junho, segundo dados da pesquisa CNI/Ibope divulgados nesta terça-feira.

Sarah Barros, repórter em Brasília |

AE
Lula, aprovado por 81%

Lula tem aprovação de 81%

A pesquisa aponta que a avaliação do governo Lula retornou ao patamar de setembro do ano passado, quando estourou a crise econômica mundial. Este patamar, de 81%, é o segundo melhor resultado de toda a série realizada desde a posse de Lula, em 2003.

Segundo o Ibope, o porcentual de entrevistados que considera o governo ótimo ou bom também mudou pouco: passou de 68% para 69%. Já o índice de desaprovação passou de 16% para 17%.

Todas as áreas de desempenho analisadas apresentaram melhora na avaliação. Os aumentos mais expressivos se deram na atuação contra o desemprego, o combate à fome e nas áreas de meio ambiente e educação.

No que se refere ao combate à fome, a ação do governo é aprovada por 68% dos entrevistados, contra 60% dos apurados em junho. Esta foi a área que teve melhor desempenho na avaliação. 

As ações na área de educação também apresentaram melhora na avaliação. Passaram de 54% em junho para 59% de aprovação em setembro. 

Já as ações referentes ao meio ambiente obtiveram 61% de aprovação, contra 55% em junho. A reprovação ficou em 33% contra 36%.

Crise econômica

Em relação à crise econômica, a pesquisa aponta que recuaram as percepções de crescimento do desemprego e da inflação.

Apesar de ainda ser considerada grave por dois terços dos entrevistados, em seis meses, diminuiu o percentual dos que avaliam que a crise é "muito grave". O índice passou de 37% em março para 20% em setembro. 

Entre os que achavam que o Brasil seria "muito prejudicado" pela crise, o percentual caiu de 40% para 27% na mesma comparação, enquanto a ideia de que o Brasil não sairá prejudicado obteve adeptos de 16% dos entrevistados em setembro, contra 9% em junho.

Para os últimos meses de 2009, aumentou a avaliação da população para um bom final de ano: em junho, estava no patamar de 63% e agora está em 66%. Porém, a expectativa de que seria muito bom diminuiu de 21% para 19%.

"A melhora na percepção da sociedade sobre a melhoria na economia é muito relevante e mantém bastante elevadas as avaliações do governo e do presidente Lula, que permanecem elevadas, com oscilações dentro da margem de erro", avaliou o diretor de Relações Institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antônio Guarita.

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