Apresentador e advogado são presos no PR por extorsão

A Delegacia de Estelionato e Desvio de Cargas de Curitiba prendeu hoje o apresentador de TV, radialista e ex-deputado estadual Ricardo Chab e o advogado Antônio Neiva de Macedo Filho. Eles são acusados de extorquir o proprietário da empresa de segurança Centronic, Nilson Rodrigues de Godoes, em R$ 70 mil, para não divulgar fatos que expusessem negativamente a empresa.

Agência Estado |

Com o advogado os policiais encontraram R$ 35 mil, que seria a primeira parte do pagamento. A polícia diz ter também interceptação telefônica que comprovaria a denúncia.

Segundo o delegado Marcus Vinícius Michelotto, eles começaram a ser investigados havia cerca de dez dias, quando Godoes registrou queixa. Ele alegava que o radialista e o advogado teriam exigido R$ 80 mil, em novembro do ano passado, para poupar a imagem da empresa. Na época, a Centronic era muito comentada em razão de três seguranças serem acusados de matar o estudante Bruno Strobel Coelho, em 2 de outubro.

Posteriormente, eles teriam procurado novamente Godoes, falando que existia um caso de desaparecimento de uma pessoa que teria sido vista pela última vez com dois homens que seriam da Centronic. Para não citar o nome da empresa, eles teriam pedido, primeiramente, R$ 150 mil. O valor foi reduzido depois para R$ 70 mil. O advogado da Centronic, Elias Mattar Assad, disse que teria procurado Chab e Macedo Filho pedindo que desistissem da proposta. "Num rompante de bondade a empresa deu uma chance a eles", afirmou.

Mas, segundo Assad, logo depois o radialista teria citado o nome da empresa de forma negativa em seu programa. Por isso Godoes levou o caso à polícia. Segundo a denúncia, eles teriam marcado para hoje a entrega de metade do dinheiro na Rádio Mais, em São José dos Pinhais, que pertence a Chab. Quando o dinheiro foi entregue ao advogado, foi-lhe dada voz de prisão.

Outro lado

O advogado de Chab, Haroldo Nater, disse que o radialista foi preso somente porque o suposto pagamento foi feito na rádio. Segundo ele, as gravações telefônicas que ouviu não o comprometem. Ele afirmou acreditar que se trata de alguma represália. Já o advogado de Macedo Filho, Beno Brandão, pediu a liberdade provisória do cliente, mas não comentou detalhes do inquérito alegando desconhecimento. Macedo Filho disse à polícia que o dinheiro era para pagamento de honorários.

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