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Valsa com Bashir retrata horrores da Guerra do Líbano

Uma jornada tentando desvendar uma lembrança traumática do seu passado. Foi com essa premissa que o diretor israelense Ari Folman decidiu iniciar o projeto de Valsa com Bashir , animação vencedora de inúmeros prêmios pelo mundo e que agora estreia em São Paulo.

Agência Estado |

O longa traz para a tela a história do diretor dentro da devastadora Guerra no Líbano, em 1982, quando ainda era um soldado de 19 anos do exército de Israel.

No filme, Folman percebe que grande parte de sua vida foi completamente apagada da memória, uma espécie de transtorno de estresse pós-traumático. Um amigo distante vem procurá-lo para contar um sonho recorrente no qual 26 cachorros o perseguem. Através de entrevistas com combatentes do mesmo batalhão, Folman vai montando o quebra-cabeça que tem seu derradeiro despertar no massacre de dezenas de palestinos em Sabra e Chatila pelos soldados da milícia dos Falangistas Libaneses. Uma combinação de animação em Flash, animação clássica e 3D - completados com fotocópias ou reproduções de objetos -, Valsa com Bashir traz de forma crua e detalhada os horrores da guerra. Todos os seus personagens são reais e transformam o longa em uma peça das mais intensas e interessantes dos últimos anos.

O Bashir do título é uma referência a Bashir Gemayel, que presidiu o Líbano durante poucas semanas, de 23 de agosto de 1982 a 14 de setembro de 1982, e cujo assassinato teria motivado o massacre da Sabra e Chatila. A Valsa refere-se ao soldado Frenkel que, em certo momento do embate contra os palestinos, começa a disparar a esmo sua metralhadora no centro de Beirute.

A justificativa do diretor para que o longa que consumiu dois anos e meio fosse animado é justa. Segundo Folman, um homem de meia idade sendo entrevistado em um fundo preto, contando histórias que aconteceram 25 anos atrás, sem nenhuma imagem de arquivo que pudesse ilustrá-las seria muito chato. Apostando no talento de seus ilustradores, Folman conseguiu transportar a guerra para as telas. No mundo todo, o filme vem sendo saudado como uma grande revolução das animações.

Valsa já levou para casa o Cesar (o Oscar do cinema francês) de Melhor Filme Estrangeiro, além do Globo de Ouro, Critics Choice Awards, British Independent Film Award (todos também na categoria de Melhor Filme Estrangeiro). Na premiação da Academia de Cinema de Israel, ganhou os prêmios de Melhor Diretor, Melhor Filme e Melhor Roteiro. As informações são do Jornal da Tarde.

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