No discurso feito hoje em plenário, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse que, nos quatro anos anteriores em que presidiu a Casa, sempre fez uma administração modernizadora. Nestes seis meses em que sou presidente, só fiz corrigir erros e tomar medidas saneadoras, disse, numa referência ao mandato atual.

Em seguida Sarney fez uma referência a outro ponto das acusações contra ele, afirmando que, em 55 anos de Congresso, nunca adotou a norma de contratar parentes para trabalhar para ele. Em um telão, o presidente do Senado apresentou uma lista de nomes para dizer que não era responsável pelas nomeações daquelas pessoas.

Ele, no entanto, admitiu que pediu ao senador Delcídio Amaral (PT-MS) que contratasse Vera Macieira para trabalhar em Mato Grosso do Sul. Quanto aos demais nomes, Sarney disse que as contratações foram feitas por requisição dos senadores. "Sou acusado por essa lista como se fosse minha. Só tenho uma pessoa, Vera Portela Macieira Borges", disse. E continuou: "Essas nomeações foram feitas pelo diretor-geral (do Senado) por requisição dos senadores para os gabinetes".

Sarney citou outras pessoas que foram nomeadas por sua filha, ex-senadora e atual governadora do Maranhão, Roseana Sarney. "A lei brasileira não passa responsabilidade de filha para pai", disse. Sarney tratou em seguida da denúncia de que teria beneficiado o seu neto José Adriano Sarney. Ele disse que o neto não era funcionário do Senado e que a relação dele era com o Banco HSBC.

O presidente do Senado disse ainda que, em 2005, na época do contrato do Senado com a empresa de seu neto, ele não era presidente da Casa. "Quando assumi no dia 2 de fevereiro, meu neto não era mais credenciado para operar pelo HSBC porque não trabalhava mais com crédito consignado", disse Sarney, que mostrou no telão nota divulgada pelo banco, confirmando o fato e as datas.

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