Na sexta-feira e no sábado ocorreu em São Paulo o Simpósio Internacional de Saúde do Homem, com o objetivo de estudar um modo de formar um especialista que tenha noção geral para as diversas questões do indivíduo do sexo masculino na faixa etária dos 25 aos 60 anos. Precisamos criar a cultura da saúde do homem, afirma Ubirajara Ferreira, professor titular de urologia da Unicamp e presidente da Sociedade Brasileira de Urologia de São Paulo (SBU-SP).

De acordo com ele, o evento serviu para trazer informações das mais variadas áreas médicas a fim de que haja uma homogeneidade dos serviços que podem ser prestados a indivíduos do sexo masculino.
Ferreira exemplifica: "Um homem de 40 anos que quiser avaliar a saúde dele, o que faz? Ou vai no cardiologista, ou vai no urologista, ou vai em outro médico que cuida apenas de uma área específica. A avaliação que esse homem vai ter será sempre parcial, nunca geral. Em compensação, uma mulher vai ao ginecologista e o profissional já dispõe de diversas informações a respeito dela."

Mais um exemplo citado pelo médico: "Quando uma menina começa a entrar na puberdade, a mãe já leva no ginecologista. Qual é o pai que leva o filho no urologista? O menino vai aprender não só sobre sua vida sexual mas também sobre outros temas em conversas no bar, com amigos. E talvez isso leve homens na fase adulta a informações erradas e também a grandes desinformações na área da saúde." O presidente da SBU-SP diz que esse simpósio se soma a uma série de iniciativas para que mais pessoas se interessem pelo tema e que de fato se crie essa cultura para os cuidados com a saúde do homem.

Renan Carreira

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