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Ninguém na Casa sabia sobre atos secretos, diz Sarney

O presidente do Senado, José Sarney, fez hoje, em discurso no plenário, um relato sobre todas as medidas adotadas desde que assumiu o cargo e disse que hoje não se fala mais em crise administrativa no Senado. Ela sumiu e toda a mídia não a vincula senão a mim, afirmou.

Agência Estado |

Segundo Sarney, a mídia nunca se concentrou em uma pessoa como nele. O senador afirmou que tem sido foco da mídia como nenhuma outra pessoa. "Vasculhando a minha vida e fazendo uma devassa na vida da minha família", afirmou. Ele iniciou a sua defesa afirmando: "Os senadores que me acusam não dizem o que fiz de errado". Sobre os atos secretos, disse que "ninguém na Casa sabia ou poderia pensar sobre a existência desses atos secretos".

Sarney disse que ele e todo o Senado desconheciam a existência de 170 diretores na Casa. "Não foram criadas por mim. É um número inaceitável". Ele disse que em gestões anteriores a ele foram criados instrumentos para a divulgação de atos da casa e citou, entre outros, televisão e rádio. O presidente do Senado afirmou que muitos dos atos secretos eram publicados pela intranet e não podiam ser acessados pelo público externo, mas apenas por pessoas que trabalhavam na casa.

Sarney disse que nos últimos anos 511 atos não foram incluídos na rede. "Não se sabe por que motivo", comentou. "Esses atos, a meu ver, tinham nulidade essencial. Por isso, anulei todos esses". Ele argumentou que os atos que foram tomados pela mesa diretora não podiam ser anulados por ato do presidente apenas. Sarney disse que determinou que todos os atos sejam publicados no site do Senado para permitir que todos possam acessá-los. Usando o recurso de apresentação em PowerPoint, ele apresentou um histórico com a estatística dos atos assinados pelos últimos presidentes. "Para a Nação inteira, foi dito que eu fui responsável pelos atos.". E continuou: "Nenhum presidente sabia que os atos não foram publicados".

Sarney disse que esses atos não eram assinados pelo presidente. Às vezes, acrescentou, eram assinados pelo primeiro-secretário, pelo diretor-geral ou outros chefes da casa. Afirmou ainda que determinou a abertura de inquérito logo após a denúncia e lembrou que a questão está sendo investigada pela polícia federal.

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