O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), informou que a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) não renovará o convênio que tinha com ambulâncias para levar a hospitais passageiros que passam mal nas estações. Segundo ele, tem outro esquema de segurança para a assistência médica que tem funcionado satisfatoriamente.

Para Serra, "não faz sentido" ter uma ambulância de plantão em cada estação. "Tem atendimento médico e avaliação e chama-se o transporte quando é necessário", disse, após vistoriar o novo trem do Metrô, no pátio de manutenção de Itaquera, na zona leste da cidade.

Conforme revelou reportagem publicada hoje no jornal O Estado de S. Paulo , o Metrô precisa usar um convênio informal com taxistas para encaminhar os passageiros que passam mal para hospitais. A companhia admitiu que utiliza os veículos particulares, "mas só em casos considerados menos graves".

"Táxi é um pedaço só, tem todo um esquema", afirmou o secretário de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, que acompanhou Serra na vistoria. Ele explicou que há médicos nas estações que fazem uma avaliação dos passageiros que passam mal antes de encaminhá-los a hospitais. "A reportagem não reproduz o sistema inteiro como ele é", criticou o secretário. Ele disse que o Metrô divulgará uma nota ainda hoje para explicar a situação.

Vistoria

O governador acompanhou a chegada do primeiro dos 16 novos trens que o Estado comprou para a Linha 2 - Verde. Os trens foram adquiridos da empresa suíça Alstom, cada um a um custo médio de R$ 27 milhões. A empresa está no centro de um escândalo, acusada de pagar propinas a políticos para obter contratos no Brasil. Questionado sobre o fato da Alstom estar sendo investigada, Serra limitou-se a comentar: "Não tem nada a ver".

Ele disse que o governo vai investir R$ 20 bilhões no Metrô e nos trens da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) em sua gestão. Também chamou atenção para os novos trens, que trazem ar-condicionado, câmeras de segurança e maior acessibilidade.

Serra ainda afirmou que o governo irá reformar toda a frota de trens - tanto do Metrô quando da CPTM - e informou que o governo irá adquirir, até o final do ano que vem, portas de acesso para as estações mais movimentadas. "Será uma porta na plataforma que ficará fechada quando não tiver o trem e que só abrirá depois que o trem tiver parado."

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