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Motolâncias vencem trânsito e garantem socorro urgente em São Paulo

As “motolâncias”, utilizadas pelos bombeiros desde 2000, estão garantindo o socorro urgente na cidade de São Paulo, enquanto as viaturas brigam com os congestionamentos. Entre os carros de grande porte e até caminhões usados no resgate, são as pequenas motos que se destacam.

Agência Estado |

“O nosso ‘tempo resposta’ é de três minutos. Em 70% dos casos, quando chegamos ao lugar da tragédia, encontramos um motociclista ferido. Em média, são 10, todos os dias”, diz Milton José da Silva, que nos 31 anos em que trabalha na corporação, sete no comando das motos, viu os motoboys invadirem as estatísticas de vítimas de trânsito.

Ontem, em apenas 90 minutos no quartel dos bombeiros na zona norte de São Paulo, a prevalência de motoqueiros nas ocorrências foi comprovada. Foram três quedas de motos, um atropelamento, uma parada cardiorrespiratória e um incêndio que piscaram na tela da sala de operações.

Em cada uma delas, os bombeiros sabiam que precisariam vencer o trânsito. “Por isso, as motos são importantes. A agilidade conseguida alivia a angústia de não chegar em tempo”, fala a gerente de operação do Grupo de Resgate de Atendimento de Urgência (Grau), Júnia Sueoka.

A experiência já serviu de exemplo para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da Prefeitura. Para diminuir a espera de 18 minutos, em média, para as ambulâncias municipais chegarem até o local da ocorrência, o coordenador do Samu, Domingos Guilherme Napoli, conta que já foram solicitadas 20 motolâncias ao governo federal. “Além disso, está para sair o edital para a compra de GPS, laptops e sistema eletrônico para equipar as 137 ambulâncias”, diz Napoli. Ele lembra que, em 2005, o tempo de espera era de 35 minutos e a redução para 18, ainda longe do ideal, foi conquistada com o aumento de bases.

Em cima da motolância há sete anos, a bombeiro Fernanda Sanches tem muitas histórias para contar. “A mais marcante foi conseguir salvar um garoto de 4 anos, que ficou com a cabeça presa em um carro. O resgate rápido não só salvou a vida dele, como nenhuma seqüela ficou.” As informações são do Jornal da Tarde .

AE

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