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Meu tempo de clandestino já acabou , diz José Dirceu

Prestes a retornar ao diretório nacional do PT, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu avisou nesta quinta-feira que vai participar, sempre que lhe for demandado, da campanha da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Eu já fiquei na clandestinidade por 10 anos. Meu tempo de clandestino já acabou, disse Dirceu, ao chegar ao 4º Congresso do PT, em Brasília.

iG São Paulo com Agência Estado |

Questionado se não vê algum risco de tirar votos da petista, Dirceu afirmou: "Não tiro voto da Dilma e não acredito que ninguém da direção partidária lhe tire votos". Sobre as articulações que vem comandando em prol da campanha de Dilma, Dirceu disse que viajou 70 vezes, no ano passado, a vários Estados a fim de ajudar nas negociações de alianças.

Ele aproveitou também para falar sobre as expectativas em torno de uma possível candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) para a Presidência da República. Chamado por Ciro de "golpista", em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, Dirceu manteve o tom diplomático em relação ao parlamentar. Disse que Ciro tem todas as condições de ser candidato e avaliou que o deputado não atrapalhará o crescimento da candidatura de Dilma. Questionado sobre o potencial eleitoral da ministra, o ex-chefe da Casa Civil arrematou: "Ela é do PT, é mulher, é socialista, é de esquerda. Tem todas as condições de ser candidata".

Congresso

O Congresso Nacional do PT, cuja 4ª edição começou por volta das 10h desta quinta-feira , em Brasília, é o principal foro de decisão do partido que na semana passada celebrou 30 anos de existência. Sem periodicidade fixa, o Congresso é convocado em momentos chave e define desde aspectos teóricos e programáticos até estratégias eleitorais e o funcionamento burocrático do PT.

Nesta quarta edição, os 1.300 delegados escolhidos por votação direta no final do ano passado vão discutir estratégia eleitoral, programa de governo e organização do partido, mas o pano de fundo será como superar a dependência eleitoral do PT em relação ao seu maior líder, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pela primeira vez desde 1982 não será candidato. A ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, participou da abertura do evento no qual deverá ser aclamada candidata à presidência.

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