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Leilão do século arrecada R$ 1 bi, sem vender Picasso

Quem duvidava da expressão ¿leilão do século¿ para designar a venda da coleção pessoal de obras de arte do estilista Yves Saint Laurent e de seu companheiro, Pierre Bergé, mordeu a língua. Nos três dias do evento, encerrado ontem, no Grand Palais, em Paris, o acervo reunido durante meio século pelos dois quebrou todos os recordes nessa área, chegando a 374 milhões (R$ 1,13 bilhão) em ofertas vencedoras.

Agência Estado |

E a obra máxima de toda essa coleção, uma tela cubista de Pablo Picasso, nem chegou a ser vendida.

O valor supera os 163 milhões pagos pela dispersão do acervo de colecionador Victor e Sally Ganz, em Nova York, em 1997, até então o maior leilão de um acervo já realizado. O sucesso do evento, realizado pela casa Christie's France, pôde ser dimensionado menos de três horas depois de iniciado, por meio do preço pago pelas obras do primeiro lote: 206 milhões. Até a noite do terceiro dia, pelo menos 25 recordes haviam sido quebrados.

Classificado como extraordinário pelo presidente de Christies France, François Ricqlès, e de evento maior por experts em arte como o americano Pablo Schugurensky, o leilão parou a alta sociedade europeia. A maior parte dos interessados atuou sob anonimato, fazendo lances por enviados especiais ou pelas cem linhas telefônicas disponíveis. O apelo emocional mexeu com os interessados, que disputaram os 1,2 mil convites de cada noite.

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