Cerca de 3,5 bilhões de litros de água foram desviados da rede de abastecimento da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na região metropolitana de São Paulo no ano passado. O volume é suficiente para abastecer, por um mês, uma cidade do porte de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, com 616 mil habitantes.

Além dos prejuízos financeiros - R$ 18,5 milhões deixaram de ser pagos à companhia -, as ligações clandestinas podem contaminar a rede de abastecimento, comprometer a distribuição e até provocar infiltrações no solo, ameaçando, por exemplo, imóveis com risco de desabamento. Entre as 17.296 irregularidades identificadas no ano passado, 84% (14.534) estavam em imóveis residenciais e 10%, nos comerciais. Nas empresas, 7% das ligações eram irregulares; nas indústrias, o número cai para 1%.

Segundo a Sabesp, o fraudador típico mora na região de atendimento da unidade central da companhia (que abrange da Lapa a São Mateus). A fraude mais comum é a violação do hidrômetro, como a perfuração do mostrador ou a manipulação do medidor. Foram 9.217 casos desse tipo, o equivalente a 53% das irregularidades.

Para evitar prejuízo, a Sabesp leva aos fabricantes dos hidrômetros as irregularidades detectadas e as empresas desenvolvem novos aparelhos para coibir as fraudes. Denúncias anônimas sobre ligações clandestinas podem ser feitas gratuitamente pelo telefone 181. As informações são do Jornal da Tarde.

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