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Gardênia explora no palco efeito da cenografia virtual

O espectador que for assistir a Gardênia no Sesc Consolação, em São Paulo, vai se acomodar numa sala pequena e ali se verá cercado de tecidos transparentes, tudo aparentemente muito simples. Mas, ao longo da peça, sobre eles, serão projetadas imagens coloridas, numa cenografia virtual com grande poder de transporte.

Agência Estado |

Nesse espetáculo que estreia hoje, dirigido por Marat Descartes, com Luís Mármora e Cybele Jácome no elenco, tudo contribui para colocar o espectador num estado de imersão que vale ser experimentado.

Por exemplo, um carteiro caminha por uma rua entre casinhas coloridas. Não é mero efeito no estilo parque de diversão. Todos os elementos, dos mais artesanais, como figurino e interpretação, aos mais tecnológicos, como iluminação e projeções, foram cuidadosamente criados para contar uma história de amor. Gardênia é livre adaptação de um dos romances mais bonitos da literatura mundial, O Amor nos Tempos do Cólera , de Gabriel García Márquez.

A dramaturgia é de Ana Roxo, mas se trata de uma dessas montagens em que todos contribuem para a harmonia do resultado final. “Quando fui convidado para a direção, os dois atores (o projeto é deles) já estavam há mais de um ano mergulhados nessa literatura”, observa Marat Descartes. De saída, o mais difícil é a opção por um recorte, a ser aprofundado, uma vez que a tentativa de transpor o livro em toda sua extensão seria redutora.

O romance começa por girar falsamente em torno de um personagem chamado Juvenal até chegar ao seu velório. Aos poucos, sabe-se que essa morte, e a consequente viuvez de Fermina, foi aguardada por 51 anos, 9 meses e 4 dias por Florentino Ariza, seu amor de juventude. O reencontro deles é a história que realmente importa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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