O líder do PSDB na Câmara dos Deputados, José Aníbal (SP), acusou hoje a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, de cavar oportunidades para aparecer, em referência à participação da petista numa missa, ontem à noite, em São Paulo, celebrada pelo padre Marcelo Rossi. Aníbal participou hoje de uma missa, no Mosteiro de São Bento, em São Paulo, em memória do ex-governador Mário Covas, morto há oito anos.

"Daqui a pouco, ela virá para uma volta pela Praça da Sé e pelo Largo 13", ironizou o tucano. "Mas vai precisar de alguém para apresentá-la à população." Aníbal condenou a atitude do PT de, segundo ele, antecipar o debate eleitoral de 2010. "É um jogo do Lula, que apresenta Dilma como candidata, mas ninguém sabe se ela é mesmo. Lula é a pessoa mais dissimulada do mundo."

O líder do PSDB disse ainda acreditar que seu partido chegará a um nome para concorrer à Presidência na base da conversa, sem necessidade de prévias. "Tenho certeza que vamos chegar à convergência, sem prévias e com união", afirmou. "O governador de São Paulo (José Serra) está muito bem posicionado para ser nosso candidato. O governador de Minas (Aécio Neves) quer se colocar, mas entendo que a situação favorece Serra."

O secretário de Estado de Desenvolvimento e ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), também presente à missa, evitou entrar na polêmica sobre a escolha do candidato tucano para 2010. Limitou-se a dizer que ter mais de um "bom quadro" em cada eleição não é problema. "O PSDB está maduro para, em 2010, oferecer ao País um projeto para os próximos quatro anos", disse.

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