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Colocaria meu filho no lugar da Nayara , diz coronel

Por que não invadir antes? Por que não dopar o seqüestrador? Por que não dar ordem para atirar? Acuado pela imprensa e várias vezes indagado sobre o fato de ter assumido o risco de colocar uma refém - que acabou baleada - de volta no cativeiro, o comandante de uma operação de 100 horas que terminou em tragédia tentava ontem de manhã, de todas as maneiras, explicar o resultado. Eu assumo toda a responsabilidade e não vejo erro nessa ocorrência.

Agência Estado |

O final, com lesão corporal, com as duas reféns feridas, foi provocado pelo agressor. Nós fizemos de tudo para preservar a vida dos três", afirmou o coronel José Eduardo Félix de Oliveira. "A ação foi totalmente estudada. Ninguém tomou decisão sozinho ou despreparado."

Ele rebateu as críticas do Conselho Tutelar e de organizações de direitos humanos por ter colocado a jovem Nayara, que acabou ferida com um tiro na cabeça, em risco. "Eu colocaria meu filho no lugar dela naquele momento. Ela é uma menina muito responsável e equilibrada", afirmou o coronel Félix, que tem três filhos. Segundo ele, ninguém esperava que Nayara entrasse no apartamento. "A negociação era para que ela se aproximasse, porque após os depoimentos percebemos que era um ponto de equilíbrio." Quando Nayara entrou no apartamento, a mãe dela teria falado que não sabia se "batia na filha ou se chorava".

Para ele, se a Polícia Militar tivesse atirado em Alves, que esteve por seis vezes na mira dos atiradores, também estaria sendo questionada. "Inevitavelmente, os senhores da imprensa estariam questionando o Gate do mesmo jeito. Era um garoto de 22 anos, sem antecedentes criminais, que estava passando por uma crise nervosa", ressaltou. Félix ressaltou ainda que, em muitos momentos, nada indicava um fim trágico. Durante os quatro dias, a polícia fez escutas e ouviu diálogos normais de amigos, sobre baladas, relacionamentos, comportamentos, vizinhança. "Conversavam sobre tudo. E a gente pensava: não dá para invadir, são três crianças." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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