Nada de eutanásia, suicídio, gays ... Ciranda de Pedra, novela das 6 da Globo, que estréia no dia 5, eliminou do seu texto original todo e qualquer assunto polêmico que possa comprometer a emissora com a classificação indicativa, e a audiência, claro. Baseada na obra homônima de Lygia Fagundes Telles, Ciranda de Pedra, de Alcides Nogueira, teve muitos dos destinos de seus personagens modificados para que pudesse ir ao ar.



A personagem de Ana Paula Arósio (Laura), por exemplo, no original morreria de eutanásia praticada pelo médico Daniel (Marcello Antony). Se Laura morrer na trama (o que não é certeza ainda), será de tristeza. Já Antony, que no livro pratica suicídio, não irá morrer na novela.

A personagem Letícia, de Paola Oliveira, lésbica na obra original, será heterossexual na trama. Outro que perdeu a polêmica é Conrado (Max Fercondini). O personagem não será impotente sexual, como previsto.

Segundo Alcides Nogueira, as mudanças foram necessárias para deixar o folhetim 'mais leve' e 'adequado ao horário'. O autor conta que conversou muito com Lygia Fagundes Telles antes de fazer as alterações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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