Dois anos depois de levar o Urso de Ouro com Tropa de Elite, o cinema brasileiro entra discreto nesta edição comemorativa de 60 anos do Festival de Berlim, que começa amanhã e segue até o dia 21. Além do filme Besouro, de Daniel Tikhomiroff (na Panorama Especial), o destaque vai para Bróder, de Jeferson De.

O longa forma com "Besouro" uma interessante polaridade.

"Brinco que Berlim este ano vai mostrar o filme do preto que voa e do preto que não voa, que vive na periferia, que anda de ônibus", disse Jeferson De, diretor de "Bróder" que, a uma semana da pré-estreia mundial em Berlim, está "acabando de acabar" seu primeiro longa. "É uma batalha terminar este filme, mas está valendo a pena. Vamos mostrar uma cara do nosso cinema que não costuma chegar lá fora", contou Jeferson, um dos novos talentos do cinema paulista.

Também expoente da produção paulista é Esmir Filho. Depois de estrear em Locarno e vencer o Festival do Rio, "Os Famosos e os Duendes da Morte" será exibido na seção Generation. No clima 'o bom filho à casa torna', Esmir começou a desenvolver "Os Famosos" no Talent Campus de Berlim e agora volta para mostrar o resultado.

Vale prestar atenção ao projeto "Fucking Different São Paulo". Coprodução Brasil /Alemanha, na Panorama Main Program, revela em 11 episódios como é o amor homossexual na cidade. Não esquecer de "Lixo Extraordinário", de Vik Muniz, Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley. Depois de ser premiado em Sundance, integra a Panorama Documental. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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