Aluno da Uniban não é Taleban, disse exaltado o vice-reitor da Universidade Bandeirante (Uniban), Ellis Brown, para explicar que os cerca de 60 mil alunos dos 13 campi da universidade já começam a sofrer discriminação. A instituição voltou atrás ontem à noite na decisão de expulsar a aluna de turismo Geisy Arruda, que em 22 de outubro compareceu à aula trajando um minivestido rosa e foi xingada e ameaçada por cerca de 700 alunos.

Segundo o assessor jurídico da Uniban, Décio Lencioni Machado, a atitude de revogar a expulsão da aluna foi tomada em decorrência da repercussão negativa do caso. Em entrevista coletiva hoje, Brown afirmou que "a Uniban não admite que errou porque o conselho seguiu um obrigação regimental".

Os alunos envolvidos nas ofensas a Geisy não serão punidos, garantiu Brown. "Teríamos de perguntar se puniríamos cerca de 800 alunos. Isso não resolveria o problema social", afirmou. Ele atribuiu a culpa pelo episódio à estudante de turismo. "Se ela aceitasse a escolta oferecida no primeiro momento, arrisco dizer que - hipoteticamente - essa manifestação teria morrido antes. Mas ao não aceitar a proteção oferecida, a aluna não poderia ter sido arrancada do local à força."

A Uniban vai garantir que Geisy não seja prejudicada no calendário de atividades. "Ela não perdeu provas e se tiver alguma atividade essencial, daremos alternativa para que siga sem problemas até o fim do semestre." Brown destacou que foi providenciada a transferência da turma da estudante para outro prédio - mas no mesmo câmpus.

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