Após ser detido no aeroporto de Guarulhos, político paga R$ 6 mil para voltar à Espanha

SÃO PAULO - O dirigente internacional do Partido Popular, da Espanha, Alfredo Prada Presa, foi preso na quarta-feira, no aeroporto de Guarulhos, após se recusar a seguir as normas de transporte de líquidos em aviões. Ele recebeu nesta quinta-feira autorização da Justiça Federal para deixar o País, após o pagamento de R$ 6 mil, em um acordo proposto Ministério Público Federal.

Redação |

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Presa entregou seu passaporte ao juiz e reapresentou-se novamente na tarde desta quinta-feira, após passar a noite em local não informado. Ele foi detido por desacato a policiais federais, pois havia se negado a atender as medidas internacionais de segurança para transporte de líquidos em aeronaves.

Essa forma de acordo está prevista na lei dos juizados especiais criminais para crimes com pena máxima inferior a dois anos de prisão, segundo o Ministério Público.

O MPF havia recusado o pedido da defesa de Presa e do Consulado Espanhol, que queriam que o acordo fosse proposto na quarta-feira e o político liberado em seguida. O pedido foi recusado pois não havia sido apresentada a folha de antecedentes do político e a defesa disse que, por ser político, isso já demonstraria a boa-fé de Presa. O procurador disse que a condição de político não significa presunção de bons antecedentes.

Os R$ 6 mil serão revertidos para o Fundo Estadual de Defesa Civil de Santa Catarina, para ajudar os atingidos pelas enchentes.

Tumulto

Por volta das 9h30 desta quarta-feira, houve um tumulto no aeroporto de Guarulhos, quando o político Alfredo Prada Presa passava pelo equipamento de raio-X e foi detectada a presença de líquidos na mala que ele iria despachar.

De acordo com as regras internacionais, o limite de transporte de líquidos na bagagem é de 100 ml. Presa foi orientado a colocar o líquido que ele carregava em um saco plástico e transportá-lo em sua bagagem de mão. Ele se recusou a cumprir a orientação e, segundo o MPF, começou a se exaltar e a levantar a voz para os funcionários do aeroporto.

Segundo o Ministério Público, o político se dirigiu aos policiais de forma agressiva e desrespeitosa, em tom de voz elevado. Presa também causou tumulto na delegacia e apresentava-se como deputado, dizendo que relataria o caso à presidência da República e que os policiais arcariam com as consequências.

O político deve deixar o País nesta quinta ou na sexta-feira. Com o pagamento dos R$ 6 mil, o processo não será levado adiante. Se Presa não houvesse aceitado o acordo, poderia ter que permanecer no Brasil até o final do processo.

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