Após ser baleado em assalto, dramaturgo Bortolotto segue internado em estado grave

SÃO PAULO - O dramaturgo Mário Bortolotto, de 47 anos, permanece internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Misericórdia, em São Paulo, de acordo com boletim divulgado pelo hospital na manhã desta segunda-feira. Bortolotto foi baleado por volta das 5h30 de sábado, durante uma tentativa de assalto ao bar dos Parlapatões, na Praça Roosevelt, região central da capital. O músico e desenhista Henrique Figueroa, conhecido como Carcarah, também foi baleado.

iG São Paulo |

Segundo o boletim médico, Bortolotto continua sedado e respira com a ajuda de aparelhos, mantendo-se estável nas últimas 24 horas.

O dramaturgo foi atingido provavelmente por duas balas, que provocaram três perfurações: uma perto no pescoço e duas no tórax. Ele passou por três cirurgias e precisou receber oito bolsas de sangue. "O coração foi ferido. Com esse tipo de machucado, dificilmente chega-se vivo ao hospital, Mário deu sorte", afirmou o médico Vicente Dorgan Neto, da Santa Casa.

Carcarah recebeu três tiros na perna direita e segue internado no Hospital Sírio Libanês, mas não corre risco de morrer.

Violência

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Artistas fazem ato de repúdio ao ataque sofrido por Bortolotto

Os artistas que frequentam a praça Roosevelt, no centro da capital, reclamam da violência que tem atingido a região nos últimos meses e que chegou ao seu ápice com a tentativa de assassinato de Bortolotto e Carcarah, no sábado. 

Eles afirmam que os furtos, roubos e brigas já eram constantes no lugar, mas sem registro de tiros ou de agressões contra as vítimas. "O lugar pareceu ser mais seguro com a chegada da classe artística (há três anos), que tentou inserir a população, inclusive os moradores de rua", relata a atriz Guta Ruiz, que estava no dia do crime ao lado dos amigos e chegou a levar uma coronhada dos bandidos. "Mas a contrapartida em segurança não veio para quem está aqui', critica ela.

De acordo com os frequentadores, a situação piorou após a tentativa de revitalização da chamada cracolândia - região ocupada por viciados, a cerca de três quilômetros do local.

"Foi como se tivessem passado um espanador na cracolândia e espalhado os problemas", acredita a atriz Martha Nowill, que faz parte do elenco de "Brutal", peça de autoria de Bortolotto. "Festeja-se muito a virada cultural, programas pontuais, mas e o dia a dia do teatro, como é que fica?", questionou o ator Jiddu Pinheiro. "Não adianta só maquiar o problema. Os artistas estão lá diariamente", afirma.

O crime

Quatro homens invadiram o espaço dos Parlapatões após renderem o segurança. O espetáculo Brtual, escrito por Bortolotto, terminou às 2h30 e 25 pessoas ainda estavam reunidas no local, quando o assalto começou por volta das 5h30.

Segundo a polícia, Bortolotto reagiu ao ataque dos assaltantes e pediu  que atirassem nele em vez de machucarem os outros frequentadores do espaço.

Os bandidos dispararam quatro vezes e fugiram em uma Parati. Ninguém foi preso e a única pista, até o momento, para o 4º Distrito Policial, que investiga o caso, são as imagens de segurança feitas pela câmera do bar.

*Com informações da Agência Estado

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