Veja cronologia da paralisação da Polícia Civil em SP" / Veja cronologia da paralisação da Polícia Civil em SP" /

Após São Paulo, policiais civis ameaçam parar em sete Estados

SÃO PAULO - Quarenta e cinco dias depois de iniciada a greve dos policiais civis em São Paulo, a onda de reivindicações começa a atingir outros Estados. Sindicatos de policiais civis de Rio Grande do Sul, Rio, Bahia, Amazonas, Acre, Paraná e Alagoas já ameaçam iniciar movimentos grevistas, caso as demandas da categoria não sejam atendidas. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/17/cronologia_da_paralisacao_da_policia_civil_de_sao_paulo_2053555.html target=_topVeja cronologia da paralisação da Polícia Civil em SP

Redação com agências |

AE

Policiais civis concentrados na Praça da Sé na última segunda-feira

O Rio Grande do Sul é o Estado onde as possibilidades de greve são maiores. Entre os dias 4 e 6, os policiais civis vão parar por três dias. Além disso, a categoria votou em assembléia, na semana passada, um indicativo de greve geral.

O governo analisa desde janeiro um projeto para regulamentar a aposentadoria especial dos policiais civis e até agora não fomos chamados para conversar. Caso o governo não inicie negociação, a tendência é partir para a greve, diz Emerson Aires, vice-presidente do Sindicato dos Servidores da Polícia Civil do Rio Grande do Sul. No Rio, a categoria reivindica reajustes salariais e a reestruturação da carreira.

Nas duas próximas semanas, haverá assembléias na Bahia, no Paraná e no Acre. No Amazonas, uma manifestação de policiais civis foi convocada para o dia 14. Em Alagoas, onde a categoria ficou em greve entre março e agosto, os policiais aguardam a retomada das negociações com o governo para a regulamentação da aposentadoria especial. Caso isso não ocorra, uma assembléia será convocada no início do próximo ano.

Histórico

AE

Confronto entre policiais

Em greve desde 16 de setembro, os policiais civis de São Paulo realizaram, em 16 de outubro, uma manifestação que acabou em confronto com policiais militares. Os manifestantes queriam se reunir com o governador José Serra, no Palácio dos Bandeirantes, mas a guarda que fazia a segurança da sede do governo os impediu. O confronto transformou as ruas próximas ao Palácio em uma praça de guerra. Armados e usando viaturas da polícia, os manifestantes enfrentaram os policiais militares.

Após o confronto, o movimento grevista cresceu em São Paulo, ganhou apoio de assosciações e sindicatos de outros estados e continuou a realizar manistações. Na última segunda feira (27), cerca de 7 mil policiais civis, segundo os organizadores ¿ e mais de 3 mil, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) ¿, fizeram uma caminhada que começou na Praça da Sé e seguiu até a sede da Delegacia-Geral de Polícia, na Rua Brigadeiro Tobias, passando pela Secretaria da Segurança Pública.

Nos próximos dias, os grevistas prometem uma marcação cerrada na agenda do governador José Serra, seguindo a estratégia dos manifestantes de Bauru, no interior paulista, que na semana passada interpelaram o governador em visita à cidade. Segundo políticos locais, houve até agressões por parte dos manifestantes. Os policiais negam.

Leia também:

Leia mais sobre: greve da Polícia Civil

    Leia tudo sobre: grevepolicia civilsão paulo

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG