Após roubo, Pinacoteca recebe vigilância armada

Apesar de o secretário estadual da Cultura, João Sayad, afirmar categoricamente que a Pinacoteca é o ¿museu mais seguro de São Paulo¿, vigilantes armados foram deslocados na surdina, nesta semana, para ajudar a proteger o espaço, depois do roubo de quatro quadros, avaliados em R$ 1 milhão.

Agência Estado |

Dois homens vão ficar de prontidão na Pinacoteca e na Estação Pinacoteca, anexo de onde foram levados, no último dia 12, duas obras de Pablo Picasso, uma gravura de Lasar Segall e uma tela de Di Cavalcanti.

A Secretaria Estadual da Cultura também instalou ontem um detector de metal e colocou guarda armada dentro do Museu de Arte Sacra de São Paulo, no centro histórico da capital. Instalado no Mosteiro da Luz, o Museu de Arte Sacra tem um dos acervos mais valiosos da cidade, com 4 mil peças, com obras de Aleijadinho, Frei Agostinho da Piedade, Frei Agostinho de Jesus, Manuel da Costa Athayde e Padre Jesuíno do Monte Carmelo.

A Assessoria de Imprensa da Secretaria de Cultura não quis dar mais detalhes sobre as melhorias na segurança, mas afirmou que seguranças armados e novos equipamentos eletrônicos serão colocados paulatinamente em todos os museus estaduais. A Pinacoteca e a Estação Pinacoteca irão receber os seus detectores de metal nas próximas semanas.

Anteontem, uma semana após sofrer o assalto, a Estação Pinacoteca abriu uma nova mostra com a doação de R$ 1 milhão do banco Credit Suisse - o mesmo valor das obras roubadas do museu. A exposição, que ficará em cartaz até 17 de agosto, inclui 15 obras de artistas contemporâneos, como Beatriz Milhazes, Caetano de Almeida, Daniel Senise, Carmela Gross, Marepe, Rosângela Rennó, Efrain Almeida, Carlos Zilio e Ivan Serpa.

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