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Após reunião, PDT afirma que caminho está aberto para aliança com PT

BRASÍLIA ¿ O líder do PDT no Senado, Osmar Dias (PR), disse nesta quarta-feira que a aliança PT-PDT só terá respaldo nacional se houver contrapartida no comprometimento de apoio da legenda aos aliados nos Estados.

Camila Campanerut, repórter em Brasília |


Em resumo, não se fechou aliança, mas ficou um caminho bastante aberto para aliança no futuro, sintetizou o parlamentar.  O que ficou definido é que não se fecha [acordo] antes de terem fechados alguns detalhes, algumas bandeiras do PDT, completa.

O senador participou da reunião da noite desta terça-feira na casa da presidenciável e ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e avaliou que foi a demonstração de independência da sigla e do possível flerte com o PDT, para um vice na campanha do deputado federal Ciro Gomes (CE) para presidente, que despertaram o interesse do PT em um encontro com os pedetistas.

O senador, que tem aspirações para se candidatar ao governo do Paraná, lembrou que em 2006, ele perdeu o apoio do DEM e do PT, mesmo depois de alinhavadas alianças anteriores.

Segundo o líder, o partido está dividido em três partes. A maioria segue a tendência pelo apoio. Um segundo grupo quer conversar, discutir mais e o terceiro quer aguardar para decidir mais para frente, explica.

O nome cogitado pela sigla para candidatura à presidência é o do e Ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi, que também acumula a função de vice-presidente Nacional do PDT.

A postura do Lupi foi ética, decente. Quando o jogaram para ser vice do Ciro, ele disse que não iria, porque ele é do governo Lula, defendeu Dias.

Por outro lado, o senador Cristovam Buarque (DF), que não participou do encontro, justificou a ausência por ter outro compromisso no mesmo horário, mas ele próprio confirma que defende uma candidatura própria e lá não era lugar para isso.  No entanto, é o próprio Buarque que realmente receberia de bom grado a indicação para se candidatar ao cargo de  presidente.

Buarque, todavia, avalia que o PDT está mais próximo de Dilma Rousseff que o PV ou o PSB num cenário de segundo turno. Acho que o Ciro está hoje descartado, porque ele está sendo administrado pelo Lula. Então, ele vai se candidatar a governador, aposta. 

O senador alfineta que pior resultado para o PT não seria perder a eleição em 2010, mas não conseguir chegar ao segundo turno, por isso os esforços em articular alianças com outras legendas.  A desmoralização maior para PT é não chegar ao segundo turno, porque Ciro teria chance. Até a Marina, opina.

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