Após restrição, ocorrência com caminhões cai 21% em São Paulo

No primeiro mês de restrições à circulação de caminhões na capital paulista, o número de interferências no trânsito provocadas por esses veículos caiu 21,68% - julho teve 523 ocorrências a menos envolvendo caminhões em comparação a junho.

Agência Estado |

No total, foram registradas 1. 889 ocorrências no mês passado, contra 2.412 em junho. São consideradas ocorrências desde acidentes de trânsito até caminhões quebrados na via.

Para a Secretaria Municipal de Transportes, o trânsito tende a fluir melhor com a redução de acidentes, atropelamentos ou caminhões quebrados nas ruas, que levam, em média, 50 minutos para serem retirados da via. Um caminhão quebrado produz cerca de 3 quilômetros de lentidão a cada 15 minutos. Em média, cada caminhão causa 10 quilômetros de fila.

Segundo o secretário de Transportes, Alexandre de Moraes, ainda é cedo para comemorar e estabelecer o real reflexo da redução das ocorrências no trânsito, mas ele diz que é sensível a melhora na retomada da fluidez após uma interferência provocada por um caminhão parado na via.

Congestionamento - O primeiro dia de teste real das medidas para combater o congestionamento foi marcado por uma grande oscilação nos índices de lentidão da capital. Com menos caminhões, a medição feita pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) indicou lentidão maior do que no mesmo horário de 6 de agosto de 2007 (dia em que todas as escolas retomaram as aulas) em 5 de 14 horários em São Paulo.

Ontem, na volta às aulas das universidades e dos colégios particulares, a manhã começou com congestionamentos superiores aos de 2007. No entanto, houve redução da lentidão nos horários de pico. Às 9 horas, a lentidão foi de 91 quilômetros, 15% a menos do que em 2007, e, no pior momento da noite, às 19 horas, foi de 99 km - queda de 17,5%. Das 7 às 20 horas, a média de congestionamento de 45 km foi 10% inferior à verificada em 6 de agosto de 2007. Nos horários de pico - das 7 às 10 e das 17 às 20 horas -, a redução chegou a 7%. As informações são do "Jornal da Tarde".

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