Após renúncia de Machado, José Thomaz Nonô é o novo relator do caso de Arruda

O ex-deputado José Thomaz Nonô foi escolhido na noite desta terça-feira para ser o novo relator do processo administrativo disciplinar contra o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, após a renúncia do deputado José Carlos Machado.

iG São Paulo |

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  • Machado teria alegado que não tem conhecimentos jurídicos suficientes para relatar o processo, que pode resultar na expulsão de Arruda do DEM, já que é engenheiro e não advogado.

    De acordo com o presidente do partido do Democratas, Rodrigo Maia (RJ), Nonô reúne as qualidades necessárias para comandar o processo.

    A cúpula do partido decidiu não expulsar imediatamente Arruda do DEM e deu ao governador oito dias para apresentar sua defesa. Ainda segundo Maia, a decisão do partido será tomada no dia 10 de dezembro.

    Operação Caixa de Pandora

    A operação foi deflagrada na última sexta-feira (dia 27), com a apreensão de documentos, computadores e mais de R$ 700 mil em dinheiro recolhidos em casas de secretários de Estado, deputados distritais e empresários. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão até na sede oficial do governo do Distrito Federal.

    José Roberto Arruda, o seu vice, Paulo Octávio, além de demais membros do governo, deputados distritais e empresários são investigados por integrar um suposto esquema de corrupção, alimentado por empresas prestadoras de serviço, que funcionaria pelo menos desde 2004, quando Joaquim Roriz era o governador.

    Durval Barbosa, o então secretário de Relações Institucionais do governo Arruda e ligado ao antecessor, foi o principal responsável pelas denúncias. Ele gravou dezenas de vídeos de conversas e partilha de propina. Durval fez acordo de delação premiada com a Justiça, e terá pena mais branda caso seja condenado.

    Segundo inquérito presidido pelo ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça, pelo menos quatro empresas atuavam no esquema. Para obter vantagens, elas repassavam recursos que, em alguns casos, eram direcionados à base aliada do governo Arruda na Câmara Legislativa, uma espécie de mensalão do DEM.

    Durval Barbosa foi exonerado do governo na última sexta-feira, assim como os demais envolvidos no esquema, como o chefe da Casa Civil, José Geraldo Maciel, o chefe de gabinete do governador, Fábio Simão, o assessor de imprensa de Arruda, Omézio Pontes, e o secretário de Educação, José Luiz Valente.

    Escândalo no Distrito Federal

    Entenda

    Inquérito da PF

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