Após renúncia de Edmar Moreira, Câmara escolhe novo corregedor esta semana

BRASÍLIA - Depois das denúncias de que não teria declarado ao Imposto de Renda um castelo no valor de R$ 25 milhões, o deputado Edmar Moreira (DEM-MG) renunciou ao cargo de 2º vice-presidente e de corregedor da Câmara. Ele também é acusado de ter dívidas com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Redação com agências |

A carta de renúncia deve ser entregue oficialmente nesta segunda-feira à Presidência da Casa. Pelo Regimento Interno, no prazo máximo de cinco sessões, uma nova eleição para o preenchimento do cargo deverá ser feita.

Como a vaga de corregedor e de 2º vice-presidente cabe ao Democratas (DEM), o partido deve se reunir na terça-feira para decidir se mantém a indicação do deputado Vic Pires (PA) para o cargo. Ele era o candidato oficial da legenda e perdeu a eleição para Edmar Moreira, que, na última hora, apresentou candidatura avulsa.

Expulsão

Pressionado politicamente para renunciar ao posto de segundo vice-presidente e já sabendo que perderá o cargo de corregedor da Câmara, o deputado Edmar Moreira provavelmente terá também de procurar um novo partido a partir desta semana.

A Executiva Nacional do DEM vai analisar na reunião de terça-feira a situação política do deputado e tende a aprovar sua expulsão em outra reunião já na quinta-feira.

Para os dirigentes do partido, a situação de Edmar Moreira se tornou insustentável politicamente dentro da legenda depois da descoberta da existência do castelo.

AE

Vista aérea do castelo construído em São João do Nepomuceno

Mas o comando do DEM já estava extremamente insatisfeito com Moreira por causa de sua entrada na disputa pela segunda vice-presidência da Câmara.

Agora, com o surgimento das denúncias, a Executiva do DEM quer aproveitar para passar as pendências com Moreira a limpo. O presidente nacional do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), já tinha divulgado nota na quarta-feira cobrando sua renúncia dos cargos na Câmara, mas sem vincular essa cobrança ao caso do castelo.

A queixa era contra as declarações dadas anteriormente por Moreira defendendo a tese de que o Congresso não tivesse mais poderes para julgar seus membros, posição considerada inadmissível pelo partido. Mas, na verdade, o DEM queria mesmo cobrar de Moreira sua infidelidade à candidatura oficial de Vic Pires.

Agora, com a suspeita de que o deputado não declarou o castelo à Justiça Eleitoral, os dirigentes do DEM admitem a possibilidade de expulsão do deputado.

Existe uma clara incompatibilidade dos atos do deputado com o que prega o partido. Mas a Executiva Nacional vai se reunir para discutir sua situação e as punições previstas pelo estatuto vão de advertência até expulsão, afirmou Rodrigo Maia ao Estado.

(*com informações das agências Estado e Brasil)

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