O delegado Alan Turnowski, chefe das delegacias especializadas do Rio, defendeu a ação dos policiais." / O delegado Alan Turnowski, chefe das delegacias especializadas do Rio, defendeu a ação dos policiais." /

Após perseguição policial, vítimas de assalto são mortas no Rio

RIO DE JANEIRO ¿ Cinco homens morreram após uma perseguição policial em Brás de Pina, zona norte do Rio de Janeiro, na noite desta terça-feira. Entre eles, dois rapazes que haviam sido assaltados por três suspeitos em frente à vila onde moravam quando escutavam música dentro de um carro. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/12/24/delegado+defende+acao+que+deixou+2+refens+mortos+no+rj+3225075.html target=_blankO delegado Alan Turnowski, chefe das delegacias especializadas do Rio, defendeu a ação dos policiais.

Redação com Agência Estado |

"No Rio de Janeiro há a cultura do bandido de enfrentamento. Mesmo machucados, eles saíram do carro armados de pistola e dispararam 50 tiros contra os policiais, armados de fuzis. A reação do policial não podia ser diferente", afirmou.

Os três homens, que estariam armados, obrigaram o segurança Paulo Marcos da Silva Leão, de 26 anos, e o soldado do Exército Rafael Bezerra, de 21 anos, a entrarem no automóvel, um Palio de placa KMO-6480, que seria de Leão. Uma equipe da Delegacia de Repressão a Armas e Explosivos (Drae) passava pelo local e foi avisada sobre o assalto.

A perseguição só terminou quando o carro caiu no valão que corta a rua Arapogi. Quando os dois policiais se aproximavam do local, os assaltantes efetuaram 50 disparos contra ambos. Os agentes revidaram com tiros de fuzis, começando o tiroteio. A polícia alega que, ao tentar fugirem pelas portas traseiras do veículo, as vítimas entraram no fogo cruzado, sendo atingidos pelas balas. Leão, que foi ferido na nuca, ombro e lombar, ainda foi levado ao hospital Getúlio Vargas, no Méier, com vida, mas não resistiu.

O comerciante José Antônio Bezerra dos Santos, de 46 anos, pai de Rafael, estava trabalhando quando foi avisado sobre o que ocorreu com o filho. "Cheguei no valão e ainda vi o corpo sendo retirado", contou. Ele ficou revoltado com a ação policial. "Os policiais estão atirando sem nenhuma noção. A questão agora é que morreram dois inocentes. Isso está acontecendo em todos os casos. A polícia só pensa em matar", afirmou o comerciante. As famílias dos dois rapazes mortos estudam processar o Estado.

O soldado, que tinha um filho de um ano, havia perdido os documentos. Até as 11h30 desta quarta-feira, a família não havia conseguido liberar o corpo no Instituto Médico Legal (IML). O corpo do segurança Paulo Marcos Leão está previsto para ser sepultado na tarde desta quarta, no Cemitério Jardim da Saudade, em Paciência.

Dos três suspeitos mortos, dois foram identificados como Máscara e Guerreiro. Eles seriam componentes da quadrilha do traficante Mico, chefe do tráfico da favela Furquim Mendes, localizada no bairro de Jardim América, na Leopoldina, também na zona norte da cidade.

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