Após ordem do STJ, ex-seminarista Gil Rugai é preso em São Paulo

O publicitário e ex-seminarista Gil Rugai foi preso no início da manhã desta terça-feira na porta da casa da avó, em Perdizes, na zona oeste de São Paulo. Ele é acusado de matar o pai, Luiz Carlos Rugai, e a madrasta, Alessandra de Fátima Troitiño, em março de 2004.

Redação com Agência Estado |

Futura Press
Gil Rugai ao ser preso na manhã desta segunda-feira

Gil Rugai ao ser preso na manhã desta segunda-feira

Uma equipe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), com uma viatura descaracterizada, ficou de prontidão em frente à residência e deteve Rugai no momento em que ele deixava o local.

Em 10 de fevereiro deste ano, Gil Rugai foi solto após ficar 150 dias preso em Tremembé, no interior paulista, após decisão do ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Arnaldo Esteves Lima.

Na última sexta-feira, o STJ revogou o habeas-corpus e ordenou que Gil Rugai fosse preso novamente. Na segunda-feira, a decisão chegou oficialmente ao Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que expediu mandado de prisão de Rugai, de 26 anos.

Cronologia do caso

29 de março de 2004 - Um dia após o empresário Luiz Carlos Rugai e a mulher, Alessandra Fátima Troitiño, serem encontrados mortos na casa da Rua Atibaia, em Perdizes, onde moravam e tinham uma produtora de vídeo, o vigia da rua diz ter visto Gil Rugai, filho de Luiz Carlos, saindo da casa na noite do crime, na companhia de outra pessoa;

30 de março de 2004 - A polícia descobre que a produtora sofreu desfalque de R$ 100 mil um mês antes do crime. Gil trabalhava na contabilidade;

4 de abril de 2004 - Perícia encontra cartucho disparado pela mesma arma usada nos assassinatos no quarto do estudante na casa do pai. No dia seguinte, é confirmado o desfalque de R$ 100 mil dado por Gil;

6 de abril de 2004 - O estudante se entrega e nega o crime. No dia 29, a Justiça acolhe denúncia do Ministério Público contra Gil;

21 de maio de 2004 - Laudo constata que a pegada do estudante é compatível com a encontrada em uma porta arrombada na casa do pai;

25 de junho de 2005 - Pistola semi-automática calibre 380 é encontrada na tubulação do prédio onde Gil mantinha sua produtora;

6 de julho de 2005 - Perícia conclui que a pistola é a mesma usada para matar Luiz Carlos e Alessandra;

9 de agosto de 2005 - Rugai tem liminar negada em dois habeas-corpus pelo ministro Joaquim Barbosa, do Supremo Tribunal Federal (STF). Foram negados o trancamento da ação penal a que o estudante responde na Justiça e a revogação de sua prisão preventiva;

15 de setembro de 2005 - Juiz Cassiano Ricardo Zorzi Rocha, do 5º Tribunal do Júri, anuncia que Gil Rugai vai a júri popular. A data do julgamento ainda não foi marcada;

18 de abril de 2006 - Após dois anos e 13 dias preso, o estudante Gil Rugai, de 22 anos, obtém habeas-corpus no Supremo Tribunal Federal para aguardar seu julgamento em liberdade;

19 de abril de 2006 - Gil Rugai sai do Centro de Detenção Provisória (CDP) e aguarda o julgamento em liberdade provisória;

9 de maio de 2006 - A 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça nega recurso da defesa de Gil Rugai e decide que ele vai a júri popular. No entanto, a data do julgamento não é definida.

8 de setembro de 2008 - Promotor pede revogação da liberdade provisória de Rugai. Ele é preso em casa, na Barra Funda, em São Paulo.

10 de fevereiro de 2009 - Gil Rugai é solto após ficar 150 dias preso em Tremembé, no interior paulista, por Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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