Após Operação Santa Tereza, auditoria do BNDES nega irregularidade

BRASÍLIA - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta terça-feira, em comunicado, os resultados de uma auditoria do banco, originada de investigação da Polícia Federal (PF). A ação apontou indícios de desvios de recursos do BNDES por uma organização criminosa, revelada durante a Operação Santa Tereza.

Agência Estado |


Segundo o informe, a auditoria instituída para avaliar os procedimentos realizados pelo BNDES na concessão de financiamentos ao município de Praia Grande e às Lojas Marisa "concluiu não haver qualquer indício de irregularidade no processamento das operações em questão".

Em seu comunicado, o banco informou que o trabalho consistiu na revisão de todos os documentos relativos às operações contratadas nos últimos cinco anos com os beneficiários mencionados. Ainda de acordo com o BNDES, foi feita também uma "avaliação dos procedimentos executados no âmbito do Sistema BNDES em todas as etapas do processo de concessão de crédito e não se verificou qualquer irregularidade ou infração às normas do Banco".

O BNDES detalhou, em seu comunicado, os trâmites necessários para um pedido de financiamento junto ao banco. Em seu informe, o banco ressaltou que todos os projetos do banco em toda e qualquer área ou setor, passam por todos os procedimentos necessários, e que esse processo "envolve usualmente mais de 30 funcionários e diferentes órgãos colegiados".

Na Operação Santa Tereza, a PF apontou o envolvimento do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT), o Paulinho, como suspeito de envolvimento no esquema de desvio de recursos banco. A ação ainda prendeu João Pedro de Moura, ex-assessor de Paulinho e ex-conselheiro do BNDES que chegou ao cargo por indicação do deputado do PDT.

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