Após morte de líder indígena, Força Nacional permanece em MS

No último dia 18, um conflito entre pistoleiros e índios em Amambai, resultou na morte do cacique Nísio Gomes

Agência Brasil |

BBC Brasil
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Após conflito entre índios e pistoleiros em Mato Grosso do Sul que resultou na morte de um líder Guarani Kaiowá na última sexta-feira (18), o Ministério da Justiça prorrogou por 90 dias a permanência da Força Nacional de Segurança no Estado.

O pedido foi feito pelo governador Andre Puccinelli com a finalidade de garantir a manutenção da ordem pública, em especial nas localidades próximas à fronteira com o Paraguai. A portaria que prorroga a atuação da Força Nacional de Segurança em Mato Grosso do Sul está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira(25).

No último dia (18), um conflito entre pistoleiros e índios no município de Amambai, próximo à fronteira com o Paraguai, resultou na morte do cacique Nísio Gomes, líder dos Guarani Kaiowá na região. O corpo foi levado pelos pistoleiros e três moradores do acampamento foram sequestrados. A Polícia Federal e o Ministério Público Federal abriram inquérito para investigar o caso.

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No Estado, a disputa por terras entre indígenas e grandes fazendeiros é acirrada e se arrasta há anos.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse que o governo federal considera “uma questão de honra” a solução dos problemas enfrentados pelas comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul. Além da questão do território, a saúde e a educação são as principais preocupações do Estado, segundo o ministro.

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