Após mês seco, chove fraco na capital paulista

SÃO PAULO - Após o mês de julho mais seco da história, instabilidades deixaram o tempo carregado e provocaram chuva fraca na zona sul e oeste da capital paulista, na noite deste sábado e na manhã de domingo e volta a chover leve em pontos da Capital nesta tarde, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE).

Redação com Agência Estado |

AE
Ar seco em São Paulo
São Paulo tem o julho mais seco da história

A nebulosidade aumentou na cidade de São Paulo por conta da frente fria posicionada entre os Estados do Paraná e Santa Catarina que avançou para a região sudeste do País.

A ausência até de garoa em vários pontos da cidade culminou no registro "zero" de chuva em julho, estiagem inédita em São Paulo desde 1943, quando as medições começaram.

Sem chuva para dispersar os gases tóxicos, a qualidade do ar paulistano foi afetada. Os dados da Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Ambiental (Cetesb) mostram que 20 dos 31 dias do mês foram desfavoráveis à dispersão dos poluentes. O número atual supera em 57,8% as 11 notificações de julho do ano passado, quando o clima estava menos árido.

São duas as explicações para que prevaleça um clima desértico. "A primeira é o fenômeno ambiental", observa o técnico do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) Marcelo Schneider. "É comum as chuvas serem esporádicas, mas neste ano as frentes frias estão fracas e não conseguiram vencer o bloqueio da densa massa de ar seco."

Além do fator climático, também existe a contribuição arquitetônica, segundo a geógrafa Helena Ribeiro, do Departamento Ambiental da Faculdade de Saúde Pública. "O homem provocou a aridez urbana ao construir tantos prédios, pavimentar a vegetação e destruir os lagos, características que influenciam na questão do tempo seco."

Na quarta-feira, mais uma vez a baixa umidade relativa do ar castigou a capital paulista. Entre 14h e 16h, o índice ficou em 25%, marca inferior ao mínimo de 30% estipulado pela Organização Mundial de Saúde para não provocar danos. O tempo seco ainda abre espaço para crises respiratórias e alérgicas e problemas de pele.

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