Após marcha, MST faz audiência pública com Incra e Ministério Público

PORTO ALEGRE - Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizarão, às 13h desta quinta-feira, uma audiência pública com a presença do Ministério Público Federal e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Porto Alegre. Eles saíram terça-feira da cidade de Nova Rita numa caminhada em direção à capital do Rio Grande do Sul e cobram o cumprimento do ¿Termo de Ajuste de Conduta¿, assinado pelo governo.

Redação |


Os trabalhadores já passaram pela cidade de Canoas e devem debater o Termo de Ajuste na audiência, que também deve contar com a presença de entidades que mediaram o processo de assinatura do acordo.

Pelo acordo assinado, o governo federal se comprometeria a assentar mil famílias até abril passado e outras mil famílias até o final deste ano. Mas, até o momento, de acordo com a coordenadora, menos de 40 famílias de agricultores foram assentadas no período, segundo Inês Rodrigues, uma das coordenadoras do MST no Rio Grande do Sul.

Inês Rodrigues afirma também que o governo estadual não tem uma política de reforma agrária e que, ao contrário, tem defendido os latifúndios usados para produção de eucalipto e soja. Segundo ela, há mais de 2,5 mil famílias acampadas no Rio Grande do Sul e, nos últimos cinco anos, foram assentadas 850.

A coordenadora do MST gaúcho informou que a marcha deve percorrer nesta segunda 16 quilômetros e chegar ao Incra até o final da semana. A caminhada, acrescentou Inês Rodrigues, pretende ainda denunciar a criminalização dos movimentos sociais pelo governo gaúcho, que se usa métodos violentos da Brigada Militar para defender os interesses de empresas estrangeiras.

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