Após livro com palavrão, secretário é afastado na Bahia

SALVADOR - Depois da publicação de uma tirinha adulterada do personagem Chico Bento, de Maurício de Sousa, em uma revista dirigida a professores do ensino público baiano, o secretário de Educação da Bahia, Adeum Sauer, foi afastado do governo. A decisão foi tomada pelo governador Jaques Wagner.

Agência Estado |

De acordo com a assessoria da administração estadual, o governador negou que o afastamento tenha relação com o episódio, mas com uma mudança pretendida na gestão da educação. O professor Osvaldo Barreto Filho, assessor da reitoria da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e ex-diretor da Fundação de Amparo a Pesquisa e Extensão (Fapex) foi confirmado como novo responsável pela pasta.

Sauer assumiu a secretaria no início do mandato de Wagner, em 2007, e enfrentou vários problemas administrativos e greves de professores. Ficou nacionalmente conhecido na semana passada, quando os veículos de comunicação noticiaram que uma tirinha adulterada, na qual o personagem Chico Bento falava um palavrão, tinha sido impressa nos 60 mil exemplares da revista "Viva!", que tem como objetivo servir de apoio pedagógico aos professores da rede estadual.

Reprodução / Maurício de Souza Produções
Reprodução / Maurício de Souza Produções

Na tira original, Chico Bento responde: "O meu pai só tem um boi, mas ele tá inteirinho".

A revista foi distribuída aos professores em março e, logo que a falha foi detectada, 50 mil exemplares foram recolhidos e receberam um carimbo para evitar a reimpressão. Na semana passada, quando o erro tornou-se público, o ex-secretário disse que os professores eram "inteligentes o suficiente" para saber que houve um erro e que, por as revistas não terem os estudantes como público-alvo, o episódio não tinha "consequência nenhuma".

Na tirinha original, um personagem pergunta a Chico Bento: "Meu pai tem 800 cabeças de gado, e o seu?" e Chico responde "O meu pai só tem um boi, mais (sic) ele tá inteirinho". Já na tira adulterada, Chico diz: "Fala para ele enfiar tudo no c....". O governo atribuiu o erro a uma funcionária terceirizada, responsável pela diagramação da revista. O próprio governador teria ligado para pedir desculpas a Maurício de Sousa, que aceitou o pedido.

Assista ao vídeo sobre o caso:

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