Los Angeles (EUA), 8 fev (EFE).- O passado roqueiro de Robert Plant e o blues de Alison Krauss se uniram no disco Raising Sand, o grande rei do Grammy com cinco prêmios, em uma parceria que representou, como disseram os artistas, uma experiência enriquecedora para os dois, provenientes de mundos opostos.

"Viemos de lugares muito diferentes do mapa musical e temos muitas coisas que nos diferenciam, mas aproveitamos nossa vida e este disco me ensinou muitas coisas que desconhecia", assegurou o ex-integrante do Led Zeppelin, em coletiva de imprensa.

"O país precisa saber no que consistem suas canções, embora grande parte delas sejam feitas por gente da Escócia e da Irlanda", brincou o britânico, que alfinetou os jornalistas perante os tímidos aplausos: "Se nota que falta álcool por aqui", disse.

Para Plant, de 60 anos, o Grammy que mais despertou seu interesse dos cinco que recebeu foi o de melhor álbum folk contemporâneo.

"É genial ser considerado parte desse movimento, porque sofreu um pouco de discriminação", explicou. "Há grande material lá e o folk é parte das raízes do país", acrescentou.

Alison Krauss se tornou a terceira pessoa com mais prêmios Grammy conseguidos, com 26, empatada com o francês Pierre Boulez. Ela só é superada por Sir Georg Solti, com 31, e o produtor americano Quincy Jones, com 27.

"Estou ainda impressionada por poder dedicar minha vida a isso", afirmou a americana, de 37 anos. "Me sinto uam privilegiada", afirmou.

"O projeto todo foi muito interessante, é maravilhoso", disse a artista, que admitiu que a primeira coisa que fez ao acabar a festa foi ligar para os pais. EFE mg/rr

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