Após invasões do MST, senador Álvaro Dias encaminha relatório da CPI da Terra para a PGR

Frente às recentes invasões praticadas por entidades ligadas ao Movimento dos Sem Terra (MST) em propriedade privadas, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) anunciou nesta segunda-feira que irá reencaminhar ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Guilherme Cassel, e ao Procurador-Geral da República, Antônio Fernando de Souza, o relatório final da CPI da Terra.

Carol Pires, Último Segundo/Santafé Idéias |

Em 2005, a CPI da Terra investigou os convênios firmados entre o governo e entidades ligadas ao Movimento dos Sem-Terra (MST). No relatório final, foi concluído que representantes das entidades Anca, Concrab, José Trevisol, Pedro Christóffolli e Francisco Dal Chiavon desviaram verbas públicas.  Anca, Concrab e Iterra foram condenadas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) a devolver R$ 18 milhões aos cofres públicos -  o que, segundo Álvaro Dias ¿ nunca ocorreu.

Em carta enviada a Cassel e Fernando Souza, o senador Álvaro Dias diz ser oportuno acreditar que tal documento pode ajudar decisivamente para contribuir com a solução da violência no campo, que assola todo o País e, em certa medida, põe em risco a paz social dos cidadãos.

De acordo com Dias, o MST deixou de ser um movimento social e se transformou num aparelho político. O MST foi invadido por pseudo-lideranças do campo, que transformaram o movimento num aparelho político, disse.

Durante o carnaval, quatro seguranças foram assassinados por integrantes do MST durante uma invasão numa propriedade em São Joaquim do Monte, no agreste pernambucano. Também houve confrontos em São Paulo, Espírito Santo e Paraná.

STF se manifesta

Na última quarta-feira, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, cobrou uma resposta do Ministério Público Federal às invasões praticadas por movimentos sem-terra durante o feriado de Carnaval.

Na avaliação de Gilmar Mendes, é preciso ainda fiscalizar o desvio de recursos públicos para entidades que praticam invasão ilegal de terras e punir possíveis agentes públicos que venham a financiar as mesmas. O ministro Guilherme Cassel nega haver qualquer irregularidade no rapasse de verbas do governo para o MST.

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