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SÃO PAULO - Homens da Polícia Civil do Estado de São Paulo, que interromperam a greve nas últimas 48 horas, retomaram a paralisação nesta sexta-feira. De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicato, a suspensão havia sido feita para abrir diálogo com a Secretaria de Gestão Pública, mas nenhuma proposta foi recebida. A Polícia Civil do Estado entrou oficialmente em greve no dia 16 de setembro.

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A Secretaria, que negocia diretamente com os sindicatos, havia oferecido 6,2% de reajuste do salário-base, mas os policiais querem 15%. Uma nova nota sobre o assunto deve ser divulgada nesta sexta pelo órgão.

A greve

O sindicato reivindica um aumento salarial de 60%, melhores condições de trabalho e que as gratificações que recebem sejam incorporadas ao salário.

Hoje nós temos gratificações, quando ficamos doentes ou nos aposentamos elas são cortadas. Em alguns casos perdemos até 45% do salário, reclama o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Estado de São Paulo (Sipesp), João Rebouças.

Rebouças reclama ainda da intransigência do governo. Aceitamos negociar. Até propusemos que os aumentos fossem dados anualmente 15% neste ano, 12% em 2009 e 12% em 2010, mas nem isso quiseram aceitar, completa.

Além disso, eles querem em uma segunda etapa a reestruturação da categoria. O governo oferece o investimento de R$ 500 milhões em reestruturação para as três polícias (Civil, Militar e Científica). Não houve acordo nas reuniões.

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