Após interditar ruas da capital, protesto de professores termina

SÃO PAULO - Depois de interditar a avenida Paulista e a rua da Consolação, o protesto dos professores da rede estadual chegou à praça da República, no centro, e terminou por volta das 19h. Os professores decidiram prolongar a greve por mais uma semana.

Redação com Agência Estado |

O trânsito na avenida Paulista é de 1,7 km no trecho entre as ruas Carlos Sampaio e Augusta, sentido Consolação. O maior índice de congestionamento (13,9 km) é registrado na Marginal Pinheiros, sentido Castelo Branco. As informações são da Companhia de Engenharia de Tráfego.

Rose Stefanelli
O protesto lota a praça da República
Segundo a Polícia Militar, a manifestação reúne 3 mil pessoas. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado (Apeoesp) estima o público em 60 mil. Os professores começaram o protesto no vão livre do Masp e já são esperados por novo grupo de manifestantes na praça da República.

Os professores estão em greve desde a última segunda-feira e pedem a revogação do decreto 53037/08, assinado em maio pelo governador José Serra. O documento restringe as transferências de professores efetivos e cria uma prova anual para contratar profissionais.

Nesta sexta-feira, a Apeoesp rejeitou proposta de reajuste salarial de 12,2% feita na véspera pela Secretaria de Educação. O sindicato quer que o piso da categoria seja de R$ 2 mil, enquanto a proposta do governo eleva os salários-base a no máximo R$ 1.501,60.

A Secretaria de Educação diz estar aberta a fazer mudanças no texto, mas descarta a revogação do decreto, argumentando que ele não atenta contra direitos dos professores e beneficia o aprendizado dos alunos.

Segundo a Apeoesp, a paralisação atinge mais de 60% das escolas estaduais. A Secretaria de Educação afirma, no entanto, que apenas 2% (4,6 mil) dos 250 mil professores aderiram à greve.

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