SÃO PAULO - Com o decorrer de uma semana desde o fim da greve, os funcionários da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) trabalham para colocar a carga acumulada em dia. De acordo com a empresa, já foram entregues cerca de 99% das 67,5 mil encomendas e 90% dos 600 milhões de correspondências que trafegaram na empresa desde o dia 1º de julho, data do início da paralisação.

Segundo a ECT, para atingir a meta em curto prazo, a empresa elaborou um plano de trabalho, que inclui a compensação dos dias parados dos grevistas por meio de um banco de horas.

A previsão é que, até o final da semana, o serviço postal esteja normalizado em todo o País.

Paralisação

Depois de 21 dias de greve, terminou no último dia 21  a paralisação dos funcionários da ECT. A proposta negociada entre grevistas, a direção da empresa e o ministro das Comunicações, Hélio Costa, foi aprovada no dia 21 pelos funcionários de São Paulo e mais 15 Estados, além do Distrito Federal, em assembléias em todo o País.

A greve provocou um atraso na entrega de correspondências, onde 130 milhões de cartas, boletos de cobrança e pacotes não tinham chegado aos destinatários.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Fentect), Manoel Cantoara, previu que a entrega seria normalizada em 14 dias.

O acordo estabelece o pagamento definitivo do adicional de periculosidade de 30%, calculado pelo salário integral e não apenas com base nas horas de serviço externo, como queria a empresa.

Ao todo, serão beneficiados os 43 mil carteiros da distribuição e coleta externa. Também está previsto o pagamento de um adicional fixo de R$ 260 mensais para outros 16 mil funcionários, incluindo motoristas, operadores de coleta e atendentes de agências dos Correios.

A empresa cedeu e decidiu, com o aval do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, suspender o desconto dos dias parados, que serão compensados com banco de horas de trabalho. Também não serão descontados os tíquetes-refeição correspondentes aos 20 dias de greve. Pelo acerto, serão retomadas as discussões entre empresa e funcionários para a elaboração de um plano de cargos e salários.

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