Após escândalo do DEM, Aécio quer aliança ampla do PSDB em 2010

RIO DE JANEIRO (Reuters) - O escândalo do mensalão do DEM obriga o PSDB a ampliar seu leque de alianças nas eleições do ano que vem, afirmou nessa segunda-feira o governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Pré-candidato à Presidência pelo PSDB, Aécio garante que ainda não optou por tentar uma vaga no Senado em 2010. Eu sempre dizia, e agora acho que isso fica mais presente, que devíamos buscar um espectro mais amplo de partidos do que os partidos que estão na oposição, avaliou.

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O governador, tido como facilitador na atração de aliados, acredita que há espaço para aproximações do PSDB com partidos da base governista como PMDB, PSB e PDT.

"O PSB de Ciro Gomes é uma bela alternativa. Em Minas, o PSB é meu aliado há anos. Devemos conversar com o PDT, com o PP. São forças que ainda não tomaram decisão. Até a aliança do PMDB com o governo vejo que não é algo decidido", declarou o tucano a jornalistas após almoço na Federação das Indústrias do Estado Rio de Janeiro (Firjan).

O DEM tem sido aliado histórico do PSDB nas últimas eleições presidenciais. No final de novembro, veio a público escândalo em que o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, surgiu em gravação recebendo maços de dinheiro, assim como deputados distritais.

Arruda, que deixou o DEM na última quinta-feira, é investigado pela Polícia Federal por participação em pagamento de propina a aliados.

"Acho que o PSDB deveria sair da comodidade de uma aliança com o Democratas e PPS, que é importante, mas talvez não seja suficiente para vencermos uma eleição", sentenciou Aécio.

Apesar de já ter admitido que poderá desistir da Presidência e disputar o Senado, ele negou rumores de que tenha se decidido. A opção pelo Legislativo seria uma saída para a demora na escolha do candidato à Presidência pelo PSDB, em que Aécio disputa com o governador de São Paulo, José Serra.

"Minha decisão será tomada em janeiro", afirmou. "Vi algumas notícias nos jornais no fim de semana e não sei de onde vieram."

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier; Edição de Carmen Munari)

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