A tragédia provocada pelas chuvas que caem no Estado do Rio ganhou contornos mais dramáticos com o deslizamento de cerca de 50 casas, na quarta-feira, no Morro do Bumba, em Niterói. O Estado registra 182 mortos, mas o número pode dobrar.

Segundo os bombeiros, cerca de 200 pessoas podem estar sob os escombros do deslizamento. O prefeito de Niterói, Jorge Roberto Silveira (PDT), decretou estado de calamidade pública.

As chances de encontrar sobreviventes no Morro do Bumba, no Viçoso Jardim, são remotas. Até as 23 horas desta quinta-feira (8), 17 corpos já haviam sido retirados. Mas a operação de resgate é dificultada pelas próprias características do lugar. A expectativa é de que o resgate dos corpos demore no mínimo duas semanas.

A favela cresceu ao longo dos últimos 30 anos num terreno onde há 50 anos funcionava um lixão. Foi a pior catástrofe relacionada à ocupação desordenada nesta temporada de chuvas. "Foi muito rápido. As pessoas não tiveram muito tempo para reagir. O que ocorreu foi uma avalanche", disse o subcomandante do Corpo de Bombeiros do Rio, coronel José Paulo Miranda de Queiroz.

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