Após crise de hipertensão, pressão de Lula é normal

Após sofrer uma crise de hipertensão na quarta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está com a pressão inalterada. Segundo a assessoria da Presidência da República, sua pressão está em 11 por 7, o que é considerado normal. Por isso, Lula não precisou tomar novos medicamentos.

Ricardo Galhardo, iG São Paulo |


O presidente passou a tarde desta sexta-feira em casa, onde foi novamente examinado pelo médico-chefe da coordenação da saúde da Presidência da República, Cléber Ferreira. Segundo a assessoria, Lula "teve uma ótima tarde de sono", assistiu filmes e fez refeições leves.

Ainda de acordo com a assessoria, o presidente está bem-humorado e se sentindo bem. Lula passou a tarde na companhia dos filhos Marcos, Fábio, Sandro e Luiz Cláudio.

Avaliação no sábado

Na manhã deste sábado, Lula passará por exames de rotina e fará um check up no Instituto do Coração (InCor), em São Paulo. A previsão é de que os exames terminem às 11h e Lula deve seguir  para o aeroporto de Congonhas. A Presidência prevê que o presidente embarque ao meio dia para Brasília.

Lula descansa desde quinta-feira em sua residência, após ter um pico de pressão arterial (18 por 12) na quarta-feira à noite, no Recife. Na quinta, ele já apresentava pressão de 11 por 8, de acordo com a assessoria.

A crise de hipertensão fez o presidente cancelar sua agenda de compromissos até domingo. O problema de saúde também levou ao cancelamento da viagem que Lula faria à Suíça para participar do Fórum Econômico Mundial, em Davos, onde receberia o prêmio "Estadista Global".

Nenhum compromisso oficial foi marcado. A primeira previsão de retomada da programação de Lula é na segunda-feira, às 10h, na reabertura dos trabalhos do Judiciário, no Supremo Tribunal Federal (STF).

Na semana que vem, o presidente Lula já tem viagem prevista para três Estados, a partir da quarta-feira: Rio de Janeiro, São Paulo (na quarta-feira) e Rio Grande do Sul (na sexta-feira).

AE

Lula durante evento na quarta-feira no Recife

Agenda lotada

Lula vinha há dias reclamando de cansaço. Para os médicos, a crise hipertensiva é um quadro típico de estresse puxado por uma pesada agenda oficial. Foram 12 cidades percorridas nos últimos 14 dias e mais de 30 compromissos. Lula sofre de insônia e, quando despacha de Brasília, trabalha em média 12 horas por dia. Não raro, transfere seu gabinete para casa, o Palácio da Alvorada.

Nas viagens de avião - apesar da cama de casal em uma área privativa da aeronave -, dificilmente consegue um repouso tranquilo. O presidente tem medo de voar. Cerimônias, jantares, inaugurações Brasil afora e atividades com o PT acabaram resultando em uma noite no hospital sob observação e à base de diuréticos.

Dilma ressaltou que as horas que antecederam o mal-estar do presidente tinham sido muito intensas. [Na segunda-feira, 25,] fomos primeiro para o Rio de Janeiro, onde cumprimos toda a agenda de visitas às obras do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento]. Depois fomos ao aniversário de Dona Amélia, mãe do Chico Buarque, e a uma festa com o governador Sérgio Cabral. Depois voltamos a Brasília, onde chegamos às 2h30 da madrugada. No outro dia, viajamos para o Rio Grande do Sul, onde participamos do Fórum Social Mundial. Depois fomos para Pernambuco, onde tivemos uma agenda bem pesada. O presidente ia para a Suíça, mas resolveu cancelar as viagem depois que passou mal.

Agenda no Recife

Em Pernambuco, onde Lula chegou por volta das 15h30 de quarta-feira, no primeiro compromisso, às 15h40, Lula assina decreto de criação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE) de Suape; por volta da 16h, participou da inauguração da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Paulista; às 18h, o presidente participou de cerimônia em homenagem às vítimas do Holocausto; à noite, por volta das 22h, Lula foi ao jantar oferecido pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, no Palácio Campos da Princesas.

Com informações da Reuters e Estado

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