Confronto entre policiais em SP é deplorável, diz Lula http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/17/cronologia_da_paralisacao_da_policia_civil_de_sao_paulo_2053555.html target=_topVeja cronologia da paralisação da Polícia Civil em SP" / Confronto entre policiais em SP é deplorável, diz Lula http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/17/cronologia_da_paralisacao_da_policia_civil_de_sao_paulo_2053555.html target=_topVeja cronologia da paralisação da Polícia Civil em SP" /

Após confronto, sindicatos da Polícia Civil analisam greve nesta sexta-feira

Centrais sindicais e sindicatos da polícia civil estão reunidos, desde as 14h desta sexta-feira, para analisar a greve dos funcionários, deflagrada há um mês. A reunião é realizada entre o presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia do Estado de São Paulo, João Batista Rebouças Neto, e do sindicato dos policiais civis com representantes das centrais sindicais. http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/17/lula_confronto_entre_policiais_em_sp_e_deploravel_2052830.html target=_topConfronto entre policiais em SP é deplorável, diz Lula http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/10/17/cronologia_da_paralisacao_da_policia_civil_de_sao_paulo_2053555.html target=_topVeja cronologia da paralisação da Polícia Civil em SP

Redação com agências |

Acordo Ortográfico No encontro, os sindicalistas discutem o rumo da greve em todo o Estado de São Paulo, após o grave confronto entre policiais civis e militares , ocorrido na tarde de quinta-feira, próximo ao Palácio dos Bandeirantes (sede do governo do Estado de São Paulo). A pancadaria deixou 24 feridos.

Apoio aos policiais de SP

Depois do confronto de quinta-feira, sindicatos de policiais civis de diferentes Estados do País começaram a articular um movimento nacional em apoio aos grevistas e em repúdio à maneira que eles classificam como "desrespeitosa" com que o governo paulista tem tratado os policiais.

O diretor do Sindicato da Polícia Civil do Distrito Federal, Luciano Marinho de Moraes, integrante da Comissão de Segurança Pública do Congresso Nacional, iniciou contatos com sindicatos de Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste.

"Caso o governo do Estado não dê uma resposta rápida às reivindicações, na  próxima semana, vamos paralisar as Polícias Civis de todo o Brasil por um dia."

Segundo Moraes, nesta sexta-feira, o sindicato vai passar nos gabinetes de deputados e senadores para apresentar moção de repúdio ao atual secretário de Segurança Pública de São Paulo, Ronaldo Marzagão, e ao governo de José Serra.

AE
Policiais civis e militares durante confronto em São Paulo na quinta-feira
Policiais civis e militares durante confronto em São Paulo na quinta-feira

Futuro da greve

Após um mês de greve, os líderes das associações e sindicatos de policiais de São Paulo não sabem de que forma retomar a negociação com o Estado. Na semana passada, a categoria suspendeu a paralisação por 48 horas, na tentativa de dialogar com o governo. A expectativa era de que fosse feita uma nova proposta. O que não ocorreu.

"Aconteceu o que mais temíamos. Eu havia alertado o senadores Sérgio Guerra (PSDB), Aloizio Mercadante (PT) e Romeu Tuma (PTB), anteontem, de que era preciso negociar. Estamos em uma crise profunda. Não sabemos ainda as conseqüências que ela terá", afirmou o delegado Sérgio Marcos Roque, presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo, a maior e até então mais representativa entidade da Polícia Civil.

O problema é o índice de reajuste dos salários. O governo propõe aumento linear de 6,2% a policiais civis da ativa, aposentados e pensionistas; aposentadoria especial; reestruturação das carreiras com a eliminação da 5ª classe e a transformação da 4ª classe em estágio probatório; e a fixação de intervalos salariais de 10,5% entre as classes. O governo diz ainda que quer reajustar em 38% o salário base dos delegados.

Os delegados consideram a proposta "ridícula", pois o reajuste de 38% só seria dado a poucas dezenas de policiais que ganham o piso e estão em estágio probatório. O presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado (Sindpesp), José Leal, contestou. "O governo não procurou os policiais para discutir a questão da reestruturação", diz. Segundo ele, os profissionais perdem os adicionais quando se aposentam. Portanto, uma decisão que só favoreça quem está na ativa não agrada.

Veja imagens do confronto:


Leia também:

  • Força Sindical diz que Serra é intransigente e quer ajudar Kassab
  • Para Serra, greve de policiais civis tem caráter político
  • PT refuta Serra e nega participação em confronto em SP
  • Ricardo Kostcho: Em vez de negociação, confronto entre policiais

    Leia mais sobre: greve

    • Leia tudo sobre: greve

      Notícias Relacionadas


        Mais destaques

        Destaques da home iG