Após chuvas, cidades fazem mutirão de limpeza em MG

Após um período de estiagem, municípios mineiros castigados pelas chuvas intensas na semana passada se mobilizam agora para recuperar os danos causados e contabilizar os prejuízos. Em meio aos mutirões de limpeza, a maior preocupação das autoridades é com o risco de doenças associadas às enchentes, como leptospirose e hepatite.

Agência Estado |

A Coordenadoria Estadual de Defesa Civil informou hoje que subiu para 49 o número de cidades em situação de emergência. Ao todo, 90 municípios já foram afetados pelas chuvas desde setembro.

Em Brumadinho, cidade mais atingida da região metropolitana de Belo Horizonte, o nível do rio Paraopeba baixou e a população tenta retomar a rotina. Aproximadamente 600 pessoas, que ficaram desabrigadas ou desalojadas, ainda não haviam voltado para suas casas. A prefeitura carece de profissionais para as vistorias dos imóveis atingidos pelas inundações. Para a produção dos laudos, depende da ajuda de engenheiros voluntários.

"Nós temos de avaliar todas as casas. As famílias ficam desesperadas para voltar, mas não temos engenheiros disponíveis. A prefeitura de Brumadinho não conta com nenhum engenheiro no seu quadro de funcionários", disse a secretária municipal de Ação Social, Nara Alves. Segundo ela, durante a cheia, cerca de 16 mil moradores de comunidades rurais ficaram isolados. Hoje, o acesso a pelo menos três mil pessoas continuava complicado, só podendo ser feito por veículos com tração nas quatro rodas. No fim de semana, a assistência a esses moradores só foi possível porque jipeiros fizeram ações voluntárias. "Ainda tem comunidades em regiões de dificílimo acesso. Temos dificuldades de chegar aos locais por causa da lama e barro".

Limpeza

A equipe de vigilância sanitária do município foi mobilizada para visitar as casas atingidas e orientar os moradores e voluntários sobre os cuidados com a limpeza. A secretária disse que as principais necessidades do município no momento são material de limpeza, água potável, botas plásticas e luvas. Uma carreta com 23 toneladas de roupas e calçados, que seria destinada para as vítimas em Santa Catarina, foi encaminhada para o município. "Estamos pedindo para as pessoas não mandarem mais roupas ou calçados porque estamos com dificuldades para armazenar", afirmou Nara. A administração municipal abriu uma conta corrente no Banco do Brasil para receber doações: 14.748-6 - PMB - Fundo de Doações Enchente 2008; agência 1669-1.

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