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Após caso Isabela, senador quer Leis mais duras para crimes contra crianças

BRASÍLIA - O senador Magno Malta (PR-GO) vai apresentar uma proposta no Senado para acabar com os benefícios de redução de pena que têm direito réus primários no caso de crimes contra crianças. Ele citou o caso Isabela para justificar a decisão. Malta acredita que foram o pai da menina, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, que assassinaram a criança no dia 29 de março em São Paulo. Nesta terça, a polícia de São Paulo pode pedir a http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2008/04/28/sinopse_de_imprensa__policia_deve_pedir_prisao_de_casal_nesta_terca_feira_1289250.html target=_topprisão preventiva do casal.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |


Reprodução
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Isabella foi jogada do prédio em SP
"Um advogado me disse que vai dar pouca coisa (pena) para eles [Nardoni e Jatobá], pois são réus primários. O que é isso? Pode matar um filho [e se beneficiar] e ser réu primário?", criticou.

Ele afirmou que vai entrar com o projeto nos próximos dias. O texto vai propor que quem cometer a perda da chamada primariedade - quando o réu não havia ainda respondido por processos na Justiça - em casos de crimes contra crianças. Com a perda da primariedade, o acusado não poderá se beneficiar de redução de penas, prisão domiciliar ou penas alternativas.

"Um réu tem que perder a primariedade em qualquer crime contra criança. A consultoria do Senado está analisando como é a melhor maneira [de entrar com a matéria], se um projeto de Lei ou se é [necessária] uma emenda à Constituição", comentou.


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Reconstituição dura sete horas

Neste domingo, participaram dos trabalhos de reconstituição do crime quatro peritos criminais, dois médicos legistas, dois fotógrafos e dois desenhistas.

Por volta das 10h, os peritos refizeram o trajeto que Alexandre Nardoni alega ter feito na noite do crime para cronometrar o tempo. Eles saíram do carro na garagem do prédio, subiram até o apartamento, no 6° andar, foram até o quarto onde Alexandre afirma ter colocado Isabella, trancaram o apartamento e retornaram para a garagem.

De acordo com informações do Instituto de Criminalística (IC), porém, nada foi fotografado, tudo foi feito apenas para checagem de tempo e somente esta ação considerou o depoimento do pai e da madrasta de Isabella.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, a versão de Alexandre e Anna Carolina não foi plenamente simulada, como anteriormente previsto, porque eles optaram por não participar da reconstituição. Os investigadores iria contrapor as versões da polícia e do casal para avaliar tecnicamente o que, na prática, é plausível que tenha acontecido na noite do crime. Com a ausência do casal, no entanto, apenas a versão da polícia foi considerada.

Passo a passo

AE
Por volta das 10h, um fotógrafo da equipe de perícia criminal filmou a fachada do prédio, bem próximo ao local onde Isabela caiu. Logo depois, a equipe de peritos do IC iniciou a simulação da chegada do casal Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá ao Residencial London, na zona norte de São Paulo.

Após ser cronometrado o tempo do trajeto relatado por Alexandre, os peritos subiram para o apartamento 62, onde morava o casal e seus dois filhos e de onde Isabella foi jogada. Lá, eles colocaram a rede de proteção que estava no quarto da menina no quarto de seus irmãos. A rede original havia sido retirada na semana do crime para os trabalhos da perícia.

Cerca de uma hora depois, a equipe do IC filmou e fotografou a janela de onde a menina caiu. Às 12h50, um dos peritos começou a cortar com uma tesoura a tela de proteção. Enquanto isto, outros dois especialistas fotografavam a cena, da sacada do apartamento e da calçada da rua onde está localizado o edifício.

Cerca de dez minutos depois do corte feito na tela, um perito começou a simular o momento em que a menina foi atirada pela janela, utilizando para a reconstituição uma boneca articulada. Foram feitas três simulações de como Isabella teria sido jogada, de acordo com os laudos realizados pela polícia. A boneca, que estava presa por uma corda, foi solta por cerca de meio metro e depois içada para dentro do apartamento.

Lectícia Maggi

A boneca que representou a menina foi de um modelo especial usado  pela polícia forense e custa, de acordo com informações da Secretaria de Segurança de São Paulo, cerca de US$ 2,5 mil. O modelo pode ter o peso regulado e é muito utilizado neste tipo de procedimento, não apenas no Brasil, mas no mundo inteiro.

Essa boneca não foi jogada do 6º andar pelo alto custo e também porque dificilmente caíria na mesma posição em que Isabella foi encontrada. Outras bonecas comuns foram utilizadas no trabalho da polícia, mas nenhuma delas foi atirada pela janela.

No jardim onde a criança caiu, os peritos reconstituíram por mais de uma hora o momento em que o corpo foi achado, a hora em que o vizinho do primeiro andar ligou para o resgate e que o casal chegou ao local.

Testemunhas

Lecticia Maggi
Morador simula ligação para o resgate
Uma testemunha, indentificada apenas como Lúcio, morador do 1° andar do Residencial London, ajudou a orientar a reconstituição. Ele foi uma das primeiras pessoas a ver a menina jogada no gramado e contou aos policiais sobre a posição em que a viu após ser atirada da janela.

Segundo o morador, a menina não mexia o corpo, apenas os olhos. Ele relatou aos peritos na tarde de domingo o que viu quando Alexandre Nardoni desceu para olhar a filha. Ele ficou de joelhos e encostou o ouvido direito no coração da menina. Perguntei a ele, o que aconteceu, filho?. Ele olhou para mim e disse, arrombaram meu apartamento, rasgaram a tela de proteção e jogaram a minha filha, descreveu.

A testemunha disse ainda que foi ele quem ligou para a polícia e pediu resgate. Falei para o Alexandre, não toque [na menina], senão você pegar é capaz de arrebentar a vida dela. Fica tranqüilo que o resgate já foi chamado.

O morador contou que Alexandre ficava andando de um lado para o

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Perita se passa por Anna Carolina
outro e o tempo todo olhava a menina. Segundo seu relato, a madrasta de Isabella, Anna Carolina Jatobá, chegou ao jardim pouco depois de Alexandre, olhou a criança, mas não chegou próximo e em seguida foi até a grade e telefonou para a mãe biológica de Isabella, Ana Carolina de Oliveira.

Além desta testemunha, outra pessoa que ajudou os peritos nessa fase da reconstituição do crime foi o porteiro do edifício, que na noite do assassinato interfonou para este morador para avisar sobre o ocorrido.

Teste de som

A última etapa da reconstituição foi a medição do som no prédio vizinho ao Residencial London. Dois moradores do quarto andar deste outro edifício relataram para a polícia que ouviram uma briga do casal Nardoni na noite do crime. A polícia esteve no apartamento deles para averiguar se isto seria possível.

Por volta das 17h, os peritos encerraram os trabalhos de reconstituição e ainda esta semana o inquérito deve ser concluído e encaminhado ao Ministério Público.

(Com reportagem de Lecticia Maggi, do Último Segundo)

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