Após 7 meses, calçadas estão em ruínas em SP

Os pedestres que passam pela Rua Teodoro Sampaio, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, enfrentaram durante meses as dificuldades e riscos de andar perto dos carros e em trechos em obras. O esforço valeria a pena, pois havia a promessa de que as novas calçadas seriam niveladas, com um piso mais seguro, e rebaixadas nas esquinas para facilitar o acesso de deficientes físicos.

Agência Estado |

Mas, menos de sete meses após a inauguração dos primeiros trechos, o que se veem são buracos, blocos soltos e áreas afundadas.

A recuperação teve início em setembro de 2007 no trecho entre as Avenidas Brigadeiro Faria Lima e Henrique Schaumann - uma extensão de 1,52 quilômetro. O custo total da obra foi de R$ 752,5 mil - 495 reais por metro de calçada. Foram colocados blocos de concreto intertravados para deixar a superfície mais aderente e as guias foram rebaixadas nas esquinas com o objetivo de facilitar o acesso. A previsão para a conclusão da obra era de quatro meses, mas, segundo a Subprefeitura de Pinheiros, houve atraso por causa da temporada de chuvas de janeiro de 2008. Em maio, o primeiro trecho foi entregue e, menos de sete meses depois, apresenta falhas de afundamento em alguns pontos, blocos soltos e erguidos, provocando riscos para quem passa por ali.

“Tem um ponto em que fica um grande chafariz em dias de chuva. Toda a água da chuva que corre por aqui esbarra num bloco levantado e respinga para o meio da rua”, diz o vendedor Alexandre Almeida, que trabalha quase na esquina da Teodoro Sampaio com a Avenida Brigadeiro Faria Lima. Essa região é uma das piores para os pedestres, que, muitas vezes, preferem caminhar pelos cantos das ruas. Muitos blocos foram arrancados ou estão quebrados, formando uma sequência de buracos. Os acessos para deficientes não são rampas, como originalmente estava previsto, e sim pequenos degraus. No caso da esquina da Teodoro com a Faria Lima, o acesso fica ao lado de um buraco.

O projeto de recuperação foi ampliado no primeiro semestre de 2008 e quase toda a calçada da Rua Teodoro Sampaio sofreu intervenções, um total de 2,7 quilômetros. A Prefeitura não informou o valor total do restante da obra, que foi concluída em julho. O único trecho que não sofreu intervenções foi entre a Avenida Doutor Arnaldo e a Praça Paulo Cardoso Rebocho, perto da Estação Clínicas do metrô.

Subida

A parte de subida da Teodoro, em direção à Doutor Arnaldo, é uma das que apresenta mais desníveis, com afundamento dos blocos em algumas áreas. Em outras, eles estão salientes e muitos pedestres correm o risco de tropeçar. Na tarde de ontem, uma equipe de operários trabalhava na recuperação das calçadas, no quarteirão entre as Ruas Cristiano Viana e Alves Guimarães. A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras não soube informar se as obras eram de algum trecho que permanecia inconcluso ou se ele era refeito por causa dos obstáculos. A administração municipal informa que não recebeu até agora reclamações de moradores e comerciantes a respeito dos defeitos. Por meio de uma nota, a Secretaria da Coordenação das Subprefeituras afirma que fará uma vistoria nas calçadas da rua no início da próxima semana “providenciando a manutenção dos trechos danificados”. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

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