Após 3 horas, termina depoimento de suspeito da morte de cartunista Glauco

O estudante Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 24 anos, suspeito de matar o cartunista Glauco Villas Boas, de 53 anos, e o filho dele, Raoni, de 25 anos, prestou depoimento de três horas, nesta terça-feira, em Foz do Iguaçu.

iG São Paulo |

AE
Carlos Eduardo na cela da sede da PF

O delegado Archimedes Cassão Veras Júnior, da Delegacia Seccional de Osasco, que investiga o caso, viajou para Foz do Iguaçu para ouvir o suspeito. O interrogatório teve início às 15h e só terminou às 18h.

A Polícia Federal em Foz do Iguaçu não deu detalhes, até o momento, sobre o teor do depoimento. Informou apenas que Carlos Eduardo deve continuar detido na carceragem da PF e que não há confirmação sobre uma possível transferência.  

Além de Júnior e Carlos Eduardo, também acompanha o depoimento Gustavo Badaró , advogado do suspeito. Ele embarcou para Foz do Iguaçu por volta das 12h30 e é a primeira vez, segundo ele, que se encontra pessoalmente com o cliente.

De acordo com o delegado Júnior, o objetivo no momento é descobrir qual foi a motivação dos assassinatos. Foi um crime premeditado. Ele saiu armado e disse que faria algo contra Glauco, afirmou. Em vídeo, Carlos Eduardo admitiu ter matado Glauco e Raoni e chegou a descrever o momento do crime .

O delegado também quer esclarecer com Carlos Eduardo qual foi a participação do estudante Felipe Iasi , de 23 anos, no crime. Em depoimento prestado no último domingo, quando se entregou, Iasi disse que foi ameaçado com um revólver por Carlos Eduardo para levá-lo à casa de Glauco.

No entanto, há grandes contradições entre a versão apresentada por ele do depoimento prestado pela viúva de Glauco, Beatriz Galvão, e por João Pedro Correia da Costa, amigo da família. Eles afirmam que Iasi presenciou as agressões de Carlos Eduardo e nada fez para impedí-las.

O depoimento prestado por Costa, na tarde de segunda-feira, complicou ainda mais a situação do estudante, segundo o delegado Júnior, já que ele afirmou ter visto Carlos fugindo na companhia de Iasi, no mesmo carro.

O indicamento do jovem já é dado como certo pela polícia. O delegado quer apenas ouvir Carlos Eduardo para verificar se ele deve ser indiciado por co-autoria ou favorecimento pessoal. 

Prisão do suspeito

Carlos Eduardo foi foi detido por volta das 23h do último domingo na fronteira entre o Brasil e o Paraguai, quando tentava deixar o País. Ao ser abordado por policiais rodoviários federais, o estudante iniciou um tiroteio. Um agente ficou ferido no braço, mas passa bem.

O jovem ficou três dias escondido em um matagal no pico do Jaraguá, na zona norte de São Paulo, enquanto planejava sua fuga. Para sair do País, roubou um carro.

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