Após 24 horas, acaba rebelião em presídio do Mato Grosso do Sul

CAMPO GRANDE - Após 24 horas de tensão, acabou a rebelião no Centro de Triagem do Sistema Carcerário de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, e as 74 pessoas que ainda eram mantidas reféns pelos presos foram liberadas. A rebelião começou depois da tentativa de fuga de seis presos, que foi frustrada pela Polícia Militar.

Redação com agências |

As vítimas eram os próprios parentes dos presos, sendo 64 mulheres e dez homens, entre eles o oficial de dia Abidilones Rodrigues. 

As pessoas foram enfileiradas pela Polícia Militar para conferência e liberação começou pelas mulheres.

Os bombeiros aguardavam os reféns com kits de primeiros-socorros para poder avaliar o estado de saúde deles, já que um saiu desmaiado em uma maca e outros teriam sido carregados. Ao todo, a ação contou com 100 políciais militares.

Com os detentos, a polícia encontrou duas pistolas, uma algema, bateria de rádios comunicadores e facas.

Na manhã desta segunda-feira, os detentos já haviam liberados três pessoas: Francisca Vitorina, de 67 anos, Geni Antunes da Soledade, também de 67 anos, e Edvaldo Carlos Ramos, de 41 anos, que passaram mal durante a noite e foram encaminhados para tratamento médico. No sábado, uma mulher grávida de três meses também se sentiu mal e foi solta. 

Na negociação, o líder do motim, Augusto César Souza, de 43 anos, pedia a transferência para o Presídio Federal de Campo Grande. Ele afirma que está ameaçado de morte por membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).

Motim em dia de visita

O motim teve início por volta das 12h30 do último domingo. Como era dia de visita, os rebelados conseguiram fazer 77 pessoas reféns, sendo 66 mulheres e 11 homens, entre um agente penitenciário. 

A água e a energia permaneceram cortadas no centro de triagem, local onde ficam os presos que aguardam julgamento ou remanejamento para outras unidades.

Além do centro, o complexo abriga o setor de segurança máxima, o instituto penal e um presídio militar. A unidade abriga 175 presos, mas tem capacidade para apenas 60.

(*Com informações da Agência Estado e Brasil)

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