O anticoncepcional injetável Contracep continua sendo comercializado em farmácias da capital paulista, apesar de a Secretaria de Estado da Saúde manter nos últimos oito meses a proibição da venda do medicamento por suspeita de que ele contenha baixa dosagem de hormônio, o que poderia permitir a gravidez. Pelo menos sete mulheres no País podem ter ficado grávidas por falhas no anticoncepcional.

O medicamento continua proibido somente no Estado de São Paulo. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou o anticoncepcional no último dia 22 de fevereiro, depois de tê-lo proibido em todo o território nacional, seguindo o Centro de Vigilância Sanitária (CVS) de São Paulo .

Funcionários do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) encontraram o medicamento em três das nove farmácias visitadas no último dia 20 de junho em São Paulo. A reportagem também encontrou o medicamento em uma drogaria; em duas, recebeu a informação de que estava em falta; em outra, o atendente disse que a compra do remédio estava 'em estudo' pela central; e a quarta drogaria justificou a ausência do remédio na prateleira afirmando que ele costuma ser vendido direto para hospitais. Só duas farmácias sabiam que o Contracep havia sido interditado pelo Centro de Vigilância Sanitária do Estado.

Anvisa

Em nota divulgada ontem, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária informou que ainda aguarda resultados sobre uma amostra do Contracep no processo paralelo de análise do produto, depois que duas avaliações de um lote deram resultados diferentes. A agência também destacou que as análises de São Paulo foram feitas com amostra única, contrariando legislação, daí a necessidade de novos testes. Destaca ainda que por enquanto não é possível afirmar que o produto possa ter deixado usuárias engravidarem. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo .

AE

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