Apesar de disputa interna, Aécio e Serra afinam discurso

BELO HORIZONTE (Reuters) - Apesar de uma intensa disputa nos bastidores, os governadores tucanos de Minas, Aécio Neves, e de São Paulo, José Serra, tentaram mostrar um discurso bem afinado nesta sexta-feira. Durante evento na capital mineira, ambos negaram enfaticamente negociações de uma chapa pura no PSDB para concorrer à sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. Eles desejam ser o candidato do partido, mas não revelam publicamente.

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Esforçando-se para banir os rumores de que estão em guerra pela indicação do partido, a troca de amabilidades foi além do habitual.

"Entre nós dois não há tensão nenhuma. Não vou dar um beijo no rosto do Aécio porque não dá para documentar essas coisas", disse Serra, abraçando o mineiro.

Além de não querer antecipar o processo eleitoral, José Serra também não quer ter Aécio oficialmente como adversário a um ano e meio das eleições.

"O governador Aécio tem todas as credenciais para ser presidente da República. Não tem nenhum cabimento discutir que um vai ser vice do outro. Para alguém que tem todas as condições de ser candidato a presidente--e eu acredito que eu também tenho--não faz sentindo. Nunca conversamos sobre essa hipótese", afirmou Serra.

ACORDO TRIBUTÁRIO

Aécio e Serra assinaram 14 protocolos de substituição tributária que prevêem a cobrança de ICMS totalmente no estado de origem da produção, com repasse posterior da parte que couber ao estado onde as mercadorias forem vendidas.

A medida abrange 475 produtos, de setores como construção, brinquedos, ferramentas, eletroeletrônicos, entre outros.

"Na prática, nós estamos eliminando grande parte da fronteira fiscal entre Minas e São Paulo", disse Serra.

"Nós estamos falando de dois estados que, juntos, respondem por 42 por cento do Produto Interno Bruto brasileiro, e por um terço da população", completou Aécio, dando a dica da importância de Minas e São Paulo em termos eleitorais.

De acordo com o secretário da Fazenda de São Paulo, Marcos Ricardo Machado, os acordos vão reduzir os custos de cobrança do imposto e diminuir a sonegação fiscal. A estimativa é de um acréscimo de 200 milhões de reais na arrecadação de 2009 para cada lado.

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