Apesar da crise, Malevich, Degas e Munch batem recordes em leilão

NOVA YORK ¿ Um quadro do pintor de vanguarda russo Kazimir Malevich foi arrematado por 60 milhões de dólares na noite de segunda-feira em Nova York, prova de que, apesar da crise financeira internacional, os colecionadores continuam dispostos a gastar com obras de arte, segundo especialistas consultados nesta terça-feira.

AFP |

Organizada pela casa de leilões Sotheby's, que lançou na véspera a eleição presidencial americana, as grandes vendas de arte impressionistas e contemporâneas, a noite era esperada com expectativa após dois meses de tempestade financeira mundial e resultados decepcionantes nas vendas de arte em Londres.

A sala de vendas estava lotada. "Todos vieram ver o que aconteceria, mas batemos recordes e vendemos 64% dos lotes, a maioria dos não vendidos não estava garantida", disse David Norman, vice-presidente da Sotheby's à AFP. As obras sem comprador não garantidas não são obrigatoriamente adquiridas pelo comprador de arte a um preço fixado antecipadamente com o vendedor.

Segunda-feira à noite, a Sotheby's anunciou que obteve um pouco mais de 223,8 milhões de dólares. Além da "Composição suprematista" de Malevich, que bateu todos os recordes para uma obra de arte russa ao alcançar 59,96 milhões de dólares (60.002.500 dólares comissão incluída, segundo dados do comunicado), um quadro de Edvard Munch, "Vampiro", foi arrematado por mais de 38 milhões de dólares, superando a estimativa de 30 milhões.

E a "Danseuse au repos" (Dançarina em repouso) do impressionista francês Edgar Degas foi vendido por 37 milhões de dólares, mas estava avaliada em 30 milhões.

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